11/07/2011

Santorini: Mais Oía


Oía teve boa parte de suas construções destruídas num terremoto na década de 50, por isso muita coisa do que se vê por lá atualmente foi construída já dentro de um projeto para o desenvolvimento do turismo local. Ou seja, a “perfeição” do lugar não é totalmente despropositada.
Como eu disse no post anterior, não há como circular de carro por dentro do vilarejo. Há apenas uns três estacionamentos públicos na área urbana, à esquerda da estrada que vem de Fira, por trás da cidade. É preciso catar algum canto para deixar o veículo e seguir a pé. Não dá para se perder, porque basicamente as ruelas acabam desembocando sempre na rua principal, que fica na parte mais alta de Oía, que forma uma “cascata” penhasco abaixo com as suas casas típicas.

Outra forma de chegar a Oía é de barco, através de um dos portos de pescadores. Segundo dizem por lá, aqueles portos são uns dos mais antigos do mundo em atividade contínua. Segundo os locais, há mais de 3000 anos se pesca por ali ininterruptamente. Do porto para o alto da cidade, assim como na capital da ilha, a forma mais tradicional de subir até o centro é no lombo de um burro (o burro, aliás, é o símbolo da ilha). Para quem não está no lombo de um, vale o lembrete: olhe bem para o chão para não enterrar o sapato num montinho verde e fedido deixado pelo caminho.

Oía não tem mais do que 1500 habitantes, por isso quase tudo é voltado para o turista mesmo. Mesmo assim, dá para perceber por alguns pequenos detalhes que existe “vida normal” por ali. A igreja matriz é um desses sinais.
O lugar não é muito diferente das demais igrejas ortodoxas gregas, mas uma entrada rápida revela um lugar bem cuidado, com avisos sobre festas, batizados e casamentos locais. Sempre há algumas senhoras com véu cobrindo a cabeça rezando a qualquer hora do dia.

Há bastante restaurantes, mas quase todos cobrando preços bem mais altos do que no resto da ilha. Existe uma taxa pública que se paga para a manutenção da cidade, além do imposto normal (I.V.A.) que encarece ainda mais as coisas.
Naqueles que têm vista para o pôr do sol, é comum exigir-se que a pessoa faça uma refeição completa para liberar a mesa. Se quiser só um drink ou um sorvete, por exemplo, são oferecidas mesas menos atrativas.
Nosso fim de tarde acabou acontecendo num terraço bem alto, coberto com pedacinhos de tecido branco e com uma vista bem legal, num café chamado Pelican, em que serviam sobremesas, sorvetes e cafés – tudo ao som de trilhas sonoras daquelas que criam clima para pedidos de casamento.
Definitivamente, se você está num mochilão com os amigos, é melhor procurar outro lugar!

Um comentário:

Anônimo disse...

Olá André! Meu nome é Camila e sou de BH/MG. Encontrei pelo google esse seu blog e me parece que você viajar muito!! Estou SÓ um pouco desesperada! São 18:30 e a embaixada da frança em Brasília está fechada para perguntas referentes e vistos. Quem sabe com sua experiência você não possa me dar uma luz?? Eu agradeceria imensamente... pelo menos talvez conseguiria dormir esta noite, até amanhã ligar pra embaixada francesa. O caso é o seguinte: estou indo dia 6 de setembro pra frança, com o visto de estudante para ficar 6 meses estudando em uma universidade. O fato é que minha irmã casa dia 17 de setembro. Compramos passagem para eu voltar dias 16 de setembro para ao casamento e retornar para a frança no dia 19 de setembro. Você sabe se posso retornar sem nenhum problema?? O consulado em BH disse que não posso fazer isso. O consulado no Maranhão disse que posso. E aí? Posso ou não?? Muito obrigada!!! Beijos!!