27/07/2011

Tempo feio em Mykonos

O primeiro dia na ilha foi muito mais de descanso do que qualquer outra coisa. Depois do prolongado almoço quase no meio da tarde e de uma merecida siesta, descemos para a piscina para aproveitar o pôr do sol na piscina e lendo alguma coisa nas espreguiçadeiras. Decidimos jantar no hotel mesmo e por isso nem tocamos mais no carro durante aquele dia inteiro.


Na manhã seguinte, abrimos a janela e demos de cara com um dia ainda mais feio que o anterior. Tempo nublado, temperatura ao redor do 17°C e previsão de que nada ia mudar muito com o passar das horas. Não é isso que se espera do final de um verão na Grécia, mas era a dura realidade. Na TV, podíamos ver que no resto da Europa inteira a temperatura não baixava de 20°C, com céu aberto e tudo, mas uma maldita frente fria teimou em estacionar no Egeu por aqueles dias.

Depois do café, decidimos mesmo assim começar alguns passeios. Pegamos o carro e rumamos para as prainhas do norte da ilha.

As estradas menores, depois que se sai da principal, são todas cercadas por muros e cercas de pedra rústicos, bem típicos da ilha (todas as propriedades rurais são delimitadas por cercas assim). É um pulinho para arranhar toda a lateral de um carro, principalmente quando no outro sentido vem um veículo maior como um caminhão.

Fomos andando em direção a Panormos e outros lugarejos menores, parando de vez em quando para admirar a paisagem, mas nem isso pudemos continuar fazendo por muito tempo. Quando estávamos no extremo norte da ilha, uma chuvinha fina e gelada começou, fazendo com que quiséssemos voltar para o carro.

Decidimos então conhecer o centrinho de Chora, para pelo menos ver as igrejinhas, museus e lojas do lugar.

Estacionar na capital de Mykonos é algo um tanto ingrato. As ruas mais centrais têm trânsito restrito aos táxis e a pequenos veículos de carga e descarga, por isso não tem nem como passar por lá. Há apenas dois estacionamentos públicos gratuitos nas duas pontas da cidade – um ao lado dos moinhos de vento, mais difícil de chegar, porque se passa por ruas estreitas, em que geralmente há caminhões fazendo carga ou descarga nos restaurantes ou no comércio, e outro maior, mais fácil, próximo ao porto novo.

Esse segundo estacionamento acabou sendo a nossa opção na maior parte das vezes que descemos à cidade, mas a pernada até o centro propriamente dito era o preço que se pagava por essa maior facilidade.

A Chora de Mykonos (várias ilhas têm capitais que também são referidas como Chora) é um verdadeiro labirinto, exatamente como tínhamos lido. Quase todas as ruas são apenas para pedestres, feitas de pedras, com todas as casas e prédios públicos brancos. Muitas são becos sem saída e nada é regular. Perder-se é muito fácil, mesmo com um mapa na mão, porque não há placas indicando o nome das ruelas na maioria das esquininhas.



De uma forma geral, esse simples vagar sem saber onde se está chegando é uma das principais formas de conhecer a cidade. Logo percebemos a grande diferença entre ela e Fira, na ilha de Santorini. Mykonos é muito mais fashion. É cheia de boutiques de roupas de marca, galerias de arte e lojas de decoração. As pessoas fazem questão de andar mais arrumadas e não se vê tanto aquele turismo de grupos que se vê em Atenas e em Santorini, exceto quando chega algum cruzeiro.

Em alguns cantos bem discretos, há bares e boates da moda, muitos deles com público-alvo GLS. Há até uma agência que providencia acomodações e pacotes para o público gay na ilha.

Depois de algumas idas e vindas e uma quase certeza de que estávamos indo para fora da cidade de tão perdidos, decidimos fazer nosso almoço numa lancheria típica grega, comendo gyros, uma espécie de kebab grego, bem mais gostoso (e saudável) que o primo turco.

Depois do almoço, fomos para a parte mais conhecida e famosa da cidadezinha: a Little Venice, ou “pequena Veneza”. Essa é uma parte da cidade em que os prédios foram construídos na beira da água do mar e que é cheia de bares e restaurantes nos quais as pessoas aproveitam o que a Grécia tem de melhor: comida, descanso e o por do sol.



Nenhum comentário: