27/01/2012

Chegada em Bangkok - Aeroporto de Suvarnabhumi

Ao contrário da boa experiência de voo do trecho de São Paulo a Istambul, o trajeto aéreo entre Istambul e Bangkok foi um verdadeiro pesadelo. A Lei de Murphy fez com que todas as criancinhas de colo que não paravam de chorar se sentassem em poltronas ao nosso redor, a comida não estava lá essas coisas, houve um atraso de cerca de uma hora na decolagem por causa da neblina que baixou no aeroporto e, para terminar, conseguimos dormir bem menos do que desejávamos.

Chegamos tão cansados no nosso destino que até esquecemos um casaco no compartimento acima dos nossos assentos (coisa que só percebemos uns dois dias depois). Por sorte, assim que me dei por conta, escrevi para o achados e perdidos da Turkish Airlines e em um dia eles me responderam que o casaco havia sido encontrado a bordo e que tinha sido recolhido ao escritório da companhia em Ho Chi Minh, no Vietnã, para onde aquele avião seguia viagem após nos deixar na capital tailandesa. Para minha satisfação, foram extremamente profissionais e nos devolveram o item esquecido no dia de nossa volta à Turquia, cerca de 16 dias depois.

Ao contrário do que se poderia imaginar, um voo entre a Turquia e a Tailândia não é uma conjunção de pessoas de culturas exóticas, de turbantes ou burcas, mas sim muitas e muitas famílias com crianças pequenas da Escandinávia, da Alemanha e da Inglaterra, indo em busca daquilo que é para eles o mesmo que para nós seria ir ao Nordeste nas férias escolares.

A chegada no aeroporto internacional de Bangkok, em compensação, foi bastante tranquila. O aeroporto, conhecido como Suvarnabhumi, é bem novo, só foi inaugurado em 2006, e foi considerado um dos 10 melhores do mundo pela Skytrax, que avalia e premia companhias aéreas e outros negócios desse setor. Ele é bastante extenso, havendo mais de 800m entre os últimos portões e os acessos dos raios-x e da imigração. O antigo e acanhado aeroporto Don Mueang, que inclusive ficou fechado nas enchentes de outubro e novembro de 2011, só continua sendo usado por companhias low cost em voos domésticos.
 
Já sabendo que tínhamos de passar pelo controle de saúde, para apresentar a carteira de vacinação de febre amarela, nos destacamos da grande maioria das pessoas do nosso voo, que passou direto pela imigração, e fomos para outro lado do aeroporto. Em compensação, acabamos ganhando bastante tempo com isso, porque logo depois de termos o comprovante de que estava tudo OK com nossa carteira de febre amarela, passamos por uns guichês de imigração que quase não tinham fila alguma.

Ninguém nos perguntou nada ou pediu para ver qualquer reserva, simplesmente carimbaram os passaportes, entregaram a via do formulário de imigração que deve ser devolvida na saída do país e logo em seguida já estávamos livres para recolher a bagagem. Parei na primeira máquina de caixa automático que vi e coloquei as mãos nos meus primeiros bahts tailandeses da viagem.

Para chegar ao centro de Bangkok, onde ficaríamos hospedados, há várias opções. São cerca de 30km que podem ser percorridos de diferentes formas:

- Airport Rail Link: inaugurado em 2010, é o trem que liga o centro ao aeroporto. Funciona das 6 às 23h59. Tem duas opções: o Express Line, que só para no terminal da linha expressa e custa 150 baht por pessoa (leva só uns 16 minutos de viagem) e o City Line, que custa algo entre 15 e 45 baht por pessoa, mais vai parando em várias estações até Phaya Thai, levando algo em torno de 40 minutos. Dos terminais, a pessoa pode pegar a única linha de Metrô da cidade ou entrar no Skytrain, que é o metrô aéreo de Bangkok. 

- Táxi: custa em média 450 baht (cerca de 25 reais), aí incluídos a taxa extra de chamada cobrada no aeroporto, os pedágios das vias expressas e a própria corrida. Na maioria, são Corollas de 5 a 10 anos de uso, mais ou menos bem conservados, mas com pouco espaço no porta-malas por causa de tanques que acredito serem de GLP. Se estiver viajando entre 2 ou 3 pessoas, acho que é a melhor e mais rápida opção (dá entre 30 e 60 minutos, dependendo do trânsito). Para pegar um, basta descer ao 1º piso e procurar as filas, onde um guichê anota seu destino, informa o preço que vai ser cobrado e entrega outra via ao motorista.

- Ônibus: há ônibus de transporte público comum, bem barato e que demora mais de uma hora para chegar à cidade, e outros especiais do aeroporto, mais caros, que passam pela maioria das regiões onde se concentram os hotéis mais famosos.

Fomos de táxi e correu tudo bem. A autoestrada que liga o aeroporto ao centro é quase toda com 4 pistas de rolamento, elevada em relação ao solo, e chega-se facilmente em 15 minutos ao meio da cidade. Dali em diante, quando se sai da autopista e se entra em alguma avenida para chegar ao hotel, tudo para, mais ou menos como em São Paulo às 6h da tarde. Leva-se até 15 minutos para dar a volta numa quadra grande, principalmente porque os semáforos são muito demorados, para dar vazão a um grande volume de carros de uma vez só. Nem tuk tuks ou bicicletas conseguem ser muito mais rápidos, porque tudo fica bastante apertado nos cruzamentos.

 
Li tanto que Bangkok tinha um trânsito caótico, que era muito poluída (e de fato os policiais e alguns motoristas usam máscaras para se proteger), que era uma selva de pedra, que quando cheguei lá achei tudo bem mais “normal” do que eu tinha pintado na minha cabeça.

Um comentário:

Jane Karen disse...

Que bacana!
Mais uma viagem pra eu acompanhar e ficar na vontade !
:)

Boa viagem!