31/01/2012

Deslocamentos em Bangkok


Bangkok é uma megalópole de 12 milhões de pessoas, com uma região metropolitana que ainda acrescenta mais uns 2 milhões de habitantes a essa conta. Embora seja famosa por seus arranha-céus metidos a moderninhos, a cidade não tem tantos prédios como São Paulo e por isso é bem espalhada.

Aquilo que se define normalmente por “centro” da cidade em Bangkok, na verdade é o distrito de Ratchathewi, local onde ficam os maiores shopping centers da cidade e que pode ser quase todo percorrido por passarelas aéreas, que ficam acima das ruas e avenidas, mas abaixo das duas linhas de Skytrain BTS, que se cruzam na Siam Square, considerada o ponto mais central da cidade. Um conceito mais amplo de centro inclui também as regiões de Sukhumvit, do parque Lumphini e Chit Lom. O centro antigo fica em Ratanakosin (uma ilha artificial onde está o Palácio Real e os seus arredores) e nos bairros logo acima, incluindo a famosa Khao San Road, onde estão a maioria dos albergues de Bangkok – tudo um pouco mais perto do Rio Chao Phraya. A Chinatown de Bangkok, também famosinha, fica mais ao sul disso tudo.

Um lugar com tanta gente também oferece diversos meios de transporte, embora muitos deles só cubram algumas regiões da cidade, não necessariamente aquelas de maior interesse turístico:

- BTS Skytrain: esse é o meio de transporte mais famoso, moderno, rápido, limpo e eficiente de Bangkok. Para quem não conhece, é como um daqueles monorails da Disneylândia: trata-se de um trem que circula silenciosamente numa pista a uns 30m acima das principais avenidas, mas só na região oeste e no centro moderno da cidade. O preço da passagem varia conforme o número de estações que se vai andar. O menor é de 15 baht (cerca de R$ 0,85), que dá direito a uma estação apenas, e depois vai subindo a 20 baht, 30 baht, até um preço máximo de uns 60 baht (cerca de R$ 3,80). Para comprar, basta inserir moedas numa máquina que informa o preço da estação a que se quer chegar. Se não tiver moedas, procure um atendente nos quiosques para trocar cédulas de valor maior. Em algumas estações, há máquinas que aceitam cédulas de baht, mas geralmente é só uma e há filas. Uma voltinha nesse trem aéreo é considerada por si só uma atração turística da cidade. Usamos ele, por exemplo, para ir ao mercado de Chatuchak (perto do terminal de uma das linhas, em Mo Chit) e para saltar de um shopping para o outro, na região mais central, e ainda para visitar a Jim Thompson House, a partir da estação National Stadium.

- MRT Metrô: Bangkok só tem uma linha de metrô subterrâneo, que não é muito útil aos turistas, porque só faz uma ligação norte-sul no lado mais a oeste da cidade, fazendo conexão com algumas estações de Skytrain. Não cheguei a andar nesse transporte.

- Chao Phraya River Express: são os barcos que percorrem o rio Chao Phraya, a leste da cidade, parando em vários piers ao longo do caminho, alguns pertencentes a hotéis famosos. É um meio bastante rápido, porque o rio não fica congestionado. Uns modelos de barco admitem de 90 a 120 pessoas e outros de 120 a 180 pessoas, umas bem apertadinhas com as outras. Bastante turistas usam, juntamente com locais. Não cheguei a andar em nenhum, mas num passeio que fiz com um barco que oferecia jantar a bordo, numa das noites na cidade, vi vários deles indo e vindo por todos os lados. Ainda existem alguns barcos menores, que transitam nos poucos canais que restam no interior da cidade, mas nesses não se vê tantos turistas, quase só locais mesmo.
 
- Tuk tuks: são veículos iguais aos que se vê na Índia e outros países asiáticos, uma espécie de evolução do riquixá. São montados sobre uma espécie de triciclo – o condutor vai na frente, sentado num banco dirigindo como se estivesse numa scooter ou Vespa, e dois (ou até três) passageiros vão sentados atrás, num banquinho de couro com uma cobertura de lona. O nome se deve justamente ao barulho típico do motor desses veículos. Andar num desses veículos é outra experiência que qualquer visitante que se preza precisa ter quando vai pela primeira vez à Ásia ou à Tailândia. Estrangeiros que moram no país a trabalho não usam esse tipo de transporte, porque sabem que os condutores superfaturam as corridas ou, quando cobram barato, levam os passageiros a lojas ou centros de compras onde ganham comissões, ao invés de ir direto para o destino. Prepare-se para não ver muita coisa (a lona tapa a visão um pouco na altura dos olhos), para ficar quase engasgado com a fumaceira do próprio tuk tuk e do trânsito ao redor e para uns bons trancos, já que a suspensão não é das melhores – e cuidado com as manobras bruscas! Em Bangkok, só usamos numa curta corrida entre o Wat Pho e o Grand Palace, por 40 baht (2,30 reais).

 - Táxis: Bangkok tem quase um táxi para cada 5 carros e por isso é bastante fácil conseguir um. Como já disse em outro post, a maioria são Corollas. Há basicamente três cores de táxi: azul, rosa e os verde-amarelos. Os dois primeiros pertencem a grandes empresas, por isso tendem a ser mais limpos, bem mantidos e a usar corretamente o taxímetro. Os verde-amarelos, que são a maioria, são de proprietários individuais, por isso tendem a ser menos cuidados. Os taxistas desses carros, na maioria das vezes, não querem e até se recusam a ligar o taxímetro, embora haja adesivos obrigatórios informando um telefone para denunciar essa prática às autoridades, ao lado do nome do condutor. Numa das vezes, um taxista inclusive pediu que então saíssemos do carro, porque ele não ia ligar e não entendia direito inglês para combinar o preço antes de sairmos. Embora pareça meio ruim essa história toda, basta combinar bem o preço antes de entrar no carro (vale até pechinchar) e, no fim das contas, dificilmente se pagará mais do que uns 8 reais (150 baht) por uma corrida dentro da cidade (se você estiver sendo logrado, não terá um prejuízo maior do que 5 reais, pode ter certeza). Só cuidado com as promessas de passeios que os taxistas sempre oferecem – se você aceitar que te levem ao Mercado Flutuante (coisa que não fizemos, porque já tinha lido a respeito), saiba que é num lugar bem pobre a mais de uma hora de Bangkok, em direção ao norte, e que a corrida custará um valor proporcional a esse trajeto.

- Sorng-a-thews: não são tão comuns no centro de Bangkok, mas na periferia e em outras cidades do interior do país, como Chiang Mai, é praticamente o único meio de transporte público que existe. Basicamente, são caminhonetes em que são colocados dois bancos na caçamba, para algo entre 6 ou 8 passageiros poderem viajar (daí o nome, que em tailandês significa “dois bancos” ou “duas fileiras”. A maioria é coberta, para evitar a chuva, mas algumas andam sem capota na estação seca. Se a pessoa não fretar a corrida, ele vai parando e pegando quem fizer sinal. Normalmente, já tem uma rota pré-estabelecida, e não atende a pedidos individuais.

- Ônibus e trens metropolitanos: além dos transportes típicos, também há linhas de ônibus urbano convencional em Bangkok e algumas de trens metropolitanos, que são os meios mais usados pela população local.

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