16/08/2011

Vosges, Lachaise e Louvre

Segunda-feira, no terceiro dia consecutivo de tempo perfeito em Paris, saímos logo depois do café da manhã para bater mais perna pela cidade.

O primeiro lugar para onde fomos foi a Place des Vosges, conhecida por ser a praça planejada mais antiga da cidade e a única perfeitamente simétrica em todas as suas dimensões. Ela é toda quadrada, com prédios que a circundam totalmente iguais, onde várias pessoas famosas, como o escritor Victor Hugo e outros tantos nobres e revolucionários, já moraram.
Hoje em dia, boa parte dos imóveis está fechada e alguns chegaram até mesmo a serem invadidos por estudantes universitários que não encontram moradia a preços suportáveis perto do centro da cidade.

Dali, demos mais uma caminhada até a estação de metrô mais próxima para seguir adiante, agora para o Cemitério de Pére Lachaise, onde estão enterrados todos os franceses mais famosos que não mereceram um lugar no Pantheon dos Heróis Nacionais - e alguns "intrusos" estrangeiros não muito bem-vindos, como Jim Morrisson, do The Doors.

Talvez seja justamente o roqueiro que mais atraia turistas ao lugar - daí a razão para o odiarem. Balzac, autor do famoso livro sobre a "Mulher de 30", também está por ali. Para muitos brasileiros espíritas, o túmulo de Allan Kardec, sempre florido, é a principal atração.

A dica, aqui, é pegar um mapinha com as indicações dos lugares que se quer visitar e traçar uma estratégia. O lugar é enorme, cheio de sobe e desce, com ruas calçadas bem arborizadas que convidam a um passeio mais tranquilo - mas que poderia levar o dia inteiro. O cansaço também é um fator a ser considerado (e lembre que cemitério não tem barzinho nem café para descansar).

Depois do cemitério, o Louvre.

O mais famoso museu do mundo continua sendo um dos lugares mais muvucados de Paris, principalmente com hordas de chineses que não desgrudam da fila atrás do seu guia nem que para isso seja necessário pisotear quem se colocar no seu caminho. São andares e mais andares, quilômetros e mais quilômetros de corredores com um pouco de tudo que existe de arte no mundo, em todos os continentes.
Aqui, mais uma vez, é importante traçar a estratégia para ir atrás apenas do que interessa mesmo, porque se a pessoa tem pouco tempo na cidade, não vai querer passar os vários dias que o museu exigiria para ser bem apreciado.

Na Monalisa, o ponto mais concorrido, tive a grata surpresa de ver que acabaram com a hipocrisia: agora é possível tirar foto e filmar o pequeno quadro atrás de uma camada de vidro das mais grossas que eu já vi (por Deus que aquilo é mais grosso que muito aquário).

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