28/12/2008

Potsdam

De Oranienburg, sem parar em Berlin, fomos a Potsdam, no extremo sul da linha de S-Bahn em que vínhamos.

Potsdam, embora seja a capital de outro estado alemão (Brandenburg), fica na região metropolitana de Berlin, por isso a ligação por transporte público. É como se Goiânia fosse um pouco mais perto de Brasília.

A cidade tem vida própria, governo próprio e, na sua parte mais central, nada que chame muito a atenção. O motivo que nos levou até lá foi o fato de que era nessa cidade em que se encontravam quase todos os maiores castelos da época em que a Alemanha era uma monarquia. Em outras palavras, Potsdam era para Berlin mais ou menos o que Petrópolis era para o Rio de Janeiro.

Há castelos espalhados por vários pontos da cidade, mas a maior parte deles (e os mais bonitos) estão concentrados numa área de parque bem legal para caminhadas ou passeios de bicicleta. Não se engane pelo mapa – o troço é grande mesmo e tem até ônibus circulando entre um ponto e outro.

Paga-se uma taxa para entrar nessa área de parque e mais um ingresso para cada castelo que se queira conhecer por dentro. Combinamos de só olhar geral por fora, até porque, senão, não haveria tempo para tudo.

Da estação central de Postdam até a entrada desse parque deve-se pegar um ônibus urbano. É longe e há várias subidas no caminho até lá. O passeio já serve como city tour, já que se podem ver várias casas chiques, dos tempos do Império, por todos os lados.

À medida que fomos andando, percebemos que havia uma concentração de policiais acima do normal. Só depois é que conseguimos entender que, naquele mesmo dia, estava acontecendo na cidade um encontro do G-7, o grupo dos países mais ricos do mundo. Por coincidência, o Lula tinha sido convidado e estava lá, representando o Brasil. Mas não vimos ninguém conhecido, só barreiras e mais barreiras de Polizei.

O evento acabou atrasando os ônibus também (sentimos isso na volta, depois de uma espera de mais de 45 minutos), por questões de segurança.

Começamos nossa caminhada por entre os castelos por trás do mais famoso de todos, o castelo de Sans Souci – esse amarelinho da foto.

A partir dele, inicia-se uma escadaria toda ornamentada com plantas, que desce até um chafariz central. Logo depois, há uma ponte sobre um riacho cheio de patinhos e rodeado de árvores nobres. O efeito de ver o conjunto à distância é muito bacana, vai ficando melhor à medida em que a pessoa vai se afastando.

Dali, seguimos para um castelinho menor, alaranjado, que servia de quarto de hóspedes, e em cujo lado há um moinho igual aos da Holanda. Depois de uns túneis verdes e labirintos, chegamos a uma casa de chá em estilo chinês, toda dourada.

À distância, vimos outros palácios que não tivemos disposição para nos aproximar. Seguimos rumo ao maior de todos, o Neues Palais. Ali sim conseguimos ver a diferença entre uma coisa conservada e outra não. Potsdam era parte da Alemanha comunista e, nessa época, todos esses palácios ficaram largados às traças. Como metade já estava restaurada, deu para comparar direitinho o “antes” e o “depois” das obras.

Dali, seguimos em direção a um prédio que funcionava como observatório dos reis e príncipes e, já perto do final, a uma Orangerie (que aprendi ser um tipo de prédio que funciona como uma estufa para criação de plantas cítricas que morreriam no inverno alemão).

Em todos os lugares, percebia-se a falta de algumas estátuas e elementos, possivelmente roubados ou destruídos nos anos de descuido que antecederam a reunificação. Mas, também, sempre alguma obra e uma placa explicando quanto estava sendo investido na reforma.

No final do dia, podres de cansados, ainda tivemos que esperar uma longa demora do ônibus que nos levaria até a estação central de trem. Várias pessoas estavam na mesma situação. Para a nossa sorte, esperamos uma parada antes daquela em que a maioria das pessoas estava concentrada, o que nos garantiu lugares para sentar.

Chegamos no albergue já relativamente tarde e tratamos de ir até uma pizzaria de turco ao lado para comer alguma coisa. Pizzas inteiras a menos de 2 euros, com ingredientes frescos e feitas na frente do cliente. Ah, Alemanha.... Não preciso dizer que, depois, demos uma passadinha no bar para uma weissbier, né.

2 comentários:

Pri disse...

Boa tarde André! Muito bacana seu blog! O encontrei pesquisando sobre Potsdam no Google. Gostaria de te fazer uma pergunta. Estou montando um roteiro para um "eurotrip" ano que vem e, após uma conversa com uma amiga, vi Potsdam e achei bem legal. Nosso roteiro inicial teria 3 dias em Berlim, mas pensamos em deixar 4 sendo que um dos dias seria um "day trip" para Potsdam. Você acha que vale à pena. Sei que é algo muito pessoa e varia de pessoa pra pessoa, mas se puder me dar sua opinião eu ficarei grata. Obrigada.

André Augusto Cella disse...

Com certeza que vale a pena. Potsdam é perfeita para essa escapada da cidade e um dia já está de bom tamanho.