15/05/2009

O assunto é: América do Sul


Em sentido horário: Montevideo, Asunción, Santiago e Buenos Aires

Depois de mais de um ano escrevendo sobre países europeus, recomeço agora a postar sobre nossos vizinhos sul-americanos, a partir de experiências que tive em várias viagens e mochilões de menor duração a cada um deles.

Além do meu primeiro grande mochilão, no qual conheci a Bolívia, o sul do Peru e, de relance, o norte do Chile e da Argentina, e sobre o qual escrevi os primeiros posts aqui do blog, fiz outros mochilões passando por Buenos Aires e Montevideo (final de 2003), Misiones, Paraguai e o Chaco (final de 2005), Mar Del Plata e Buenos Aires (início de 2006). Além disso, fiz outras viagens rápidas, mas sempre de forma independente, à Argentina, ao Uruguai e ao Chile – algumas de carro, outras de busão e outras de avião.

Para quem mora no Sul do país, como eu, muitas vezes é mais fácil e barato (e na minha opinião mais interessante) passear por países vizinhos do que viajar pelas demais regiões do Brasil. Ultimamente, aliás, as viagens que tenho feito a outros lugares do Brasil, como Noronha e o Rio, foram feitas com o uso de passagens aéreas obtidas em programas de milhagem.

O período entre o final de 2003 e meados de 2008 foi, talvez, o melhor que já existiu, do ponto de vista financeiro, para conhecer a Argentina, o Chile e o Uruguai. Esses países, tradicionalmente, sempre foram mais caros do que o Brasil. Já tinham superado problemas de inflação muito antes de nós e, talvez por falta de maiores riquezas naturais ou de um grande mercado consumidor, tinham preços mais altos do que por aqui. Com a megacrise pela qual passou a Argentina, o Uruguai afundou junto e, com nosso crescimento em tempos de Lula, vimo-nos com um câmbio superfavorável que praticamente “empurrou” todo mundo para as terras dos “hermanos”.

Agora, no final de 2008, a crise fez todo mundo pisar no freio, mas mesmo assim nossos vizinhos continuavam sendo uma opção bem mais em conta do que os EUA ou a Europa. A tendência, levando em conta o que está acontecendo com o dólar nos últimos dias (e em contrapartida com as moedas argentina e uruguaia) é de que a situação volte a ficar a nosso favor – embora não no mesmo grau e intensidade anterior à crise.

Promovi uma enquete aqui no blog para saber que país interessava mais aos meus leitores e, atendendo à opção vencedora, começo falando um pouco sobre a Argentina. Continuem aparecendo aqui para lei mais!

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