16/09/2011

Colón y Obelisco

O Teatro Colón é uma das atrações mais interessantes para se conhecer em Buenos Aires, na minha opinião – mesmo que seja para fazer só o tour, e não em dia de espetáculo.
O prédio passou vários anos fechado entre 2003 e meados de 2010, quando finalmente reabriu para as comemorações do bicentenário da independência argentina.

Tive a oportunidade de conhecê-lo antes da reforma, num tour agendado para a metade da tarde, que na época não custava mais do que uns 15 reais por pessoa. Bastava se inscrever e o pagamento seria feito na hora de começar o passeio.

Grupos de 30 pessoas com acompanhamento de guia local eram levados pelo saguão de entrada traseiro, todo cheio de mármores e granitos italianos, depois seguiam para o interior do salão principal, onde podiam inclusive ir até as cadeiras dos camarotes principais, onde existe uma cadeira dedicada ao Presidente da República e outra ao Prefeito da Capital argentina.

A parte mais interessante são os bastidores. O teatro Colón é apenas a “ponta do iceberg” de uma estrutura subterrânea gigantesca, que se espalha por baixo das avenidas que o circundam e até mesmo por um pedaço de uma quadra vizinha.

Lá embaixo, há uma série de palcos auxiliares, para ensaios, além de salas de estudo, almoxarifados, guarda-roupas com o vestuário usado em óperas e peças apresentadas no lugar, além de perucas, cenários e muitas fotografias dos grandes artistas que já se apresentaram ali.

Saí realmente impressionado do lugar, ainda mais porque eu sequer tinha conhecido algum teatro intermediário aqui no Brasil – fui direto para o mais importante da América Latina.
Não muito longe dali fica outro dos principais cartões postais de Buenos Aires, o Obelisco.

Encravado numa rótula/praça (chamada Plaza de La República), no meio do cruzamento da Avenida 9 de Julio com a Avenida Corrientes e a Diagonal Norte, o grande obelisco branco pode ser visto de vários pontos da cidade, e até mesmo para quem chega de avião ao aeroporto de Ezeiza , no sobrevoo pela região central da capital.
Ao redor dele, no nível do chão, há representações de todas as províncias argentinas. É ali que ocorrem as grandes comemorações de futebol ou as vitórias políticas.

Também os enfrentamentos mais graves entre policiais e manifestantes quando da crise de 2001 acabaram ocorrendo ao redor do monumento, que tinha algumas referências informais ao mortos de dezembro de 2001 pichadas no chão naquela primeira vez em que o visitei.

Muitos hotéis ficam ao seu redor, mas o lugar é extremamente barulhento e poluído, por causa do trânsito, que é incessante. Além disso, como grande parte da frota argentina usa óleo diesel como combustível, inclusive carros de passeio, o cheiro e a fumaça são ainda mais fortes. 

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