06/09/2011

Da Recoleta ao Congreso

Do Cemitério da Recoleta, saí caminhando meio sem rumo pelas ruas do bairro até encontrar a Faculdade de Medicina, onde há uma grande praça e uma estação de metrô.

Não muito longe dali, fica um intrigante e bonito prédio que ocupa uma quadra inteira: o Palácio das Águas. Ele é quase igual em suas quatro fachadas, mas o que impressiona é a riqueza de detalhes. Fica difícil mostrá-lo numa foto, porque as ruas ao redor não são muito largas e por isso não dá para enquadrar a sua grandiosidade no espaço de uma lente comum.

Da primeira vez que o vi, dei uma volta inteira para encontrar a sua entrada. No lugar, funciona o departamento de águas da capital argentina, serviço então delegado a uma empresa multinacional de origem francesa.
Uma boa pernada depois, tendo passado por algumas igrejas ao longo da rua Callao, cheguei ao meu objetivo: o prédio do Congresso Nacional argentino, outro cartão postal da cidade.
Tentei me inscrever para uma visita guiada pelo interior do prédio, marcada para o dia seguinte, mas como já antecipo, ela acabou sendo cancelada em razão de algumas votações que atrasaram.

Ao contrário da Casa Rosada, o Congresso está com uma aparência bem deteriorada. Em razão das frequentes manifestações, também, há muito lixo e pichações nas redondezas.

A praça em frente ao congresso (que na verdade são duas, a Praça do Congresso e a Praça Mariano Moreno, divididas por uma rua), sempre cheia de pombas, também está bem detonada, inclusive havendo alguns mendigos e sem teto dormindo por ali. Nada muito agradável. Do lado mais distante do Congresso, há alguns brinquedos para crianças.
Procurando bem, entretanto, é possível ver algumas coisas interessantes, como uma estátua do “Pensador”, de Rodin (uma das várias cópias assinadas pelo próprio artista), o “Marco Zero” das rodovias federais argentinas (ponto a partir do qual são medidas as distancias até a capital e onde começa a numeração da quilometragem das estradas que partem da cidade).

É nessa região que fica o hotel Ibis, um dos mais reservados pelos brasileiros que vão pela primeira vez ou em pacotes da CVC a Buenos Aires.

Outra atração do lugar, que não cheguei a conhecer por dentro, é o edifício Barolo, que era o mais alto da América do Sul quando foi construído, em 1923. O estilo dele é o mesmo do edifício que existe na praça central de Montevideo, com uma torre toda cheia de detalhes. Pela importância histórica e pela beleza, foi declarado monumento nacional há alguns anos.

Nenhum comentário: