05/02/2012

Wat Phra Kaew e Grand Palace

O Wat Phra Kaew, conhecido como o Templo do Buda Esmeralda (ou Buda de Jade), e o Grande Palácio Real são duas das atrações mais importante da capital tailandesa e normalmente são referidos assim, em conjunto, porque ficam no mesmo local (a ilha artificial de Rattanakosin) e, inclusive, podem ser visitados com um único ingresso.

O lugar é sempre cheio de visitantes, especialmente na alta temporada, e não há muito o que fazer para fugir das multidões, que são formadas em sua maior parte por grupos guiados, caravanas religiosas ou turmas escolares. A dica que normalmente é dada é ir o quanto antes, logo que o lugar abre, perto das 9 da manhã. Mesmo seguindo a dica, porém, tivemos a impressão de estar sempre cercados de gente.
Para entrar lá, especialmente se você for mulher, prepare-se para seguir todas regras relacionadas a vestuário. Há guardas desde a entrada até todos os momentos do passeio fiscalizando se você não está mostrando os ombros, o colo, as pernas (com saias acima do joelho) ou se não está fazendo demonstrações públicas de afeto. Também é fiscalizada à risca a regra de que não se pode tirar fotografias dentro do templo onde está o Buda de Jade, bem como aquela que determina que se tirem os sapatos antes de entrar em quaisquer recintos fechados onde houver uma imagem de Buda (e cuidado para não sentar com as solas dos pés em direção ao Buda ou para não ficar apontando com as mãos a mesma imagem).

Apesar de todas as frescuras e de todo o aperto, o lugar vale muito a pena – impressiona bastante já quando a pessoa está se aproximando e quando se entra nele pela primeira vez. Como aquele foi o primeiro templo budista tailandês que conhecemos, a experiência foi ainda mais impactante. Antes, só tinha conhecido aquele centro budista da Serra Gaúcha, o Khadro Ling (que na verdade é tibetano).

Tudo é muito rico em detalhes e muito brilhante, com muitas coisas folheadas a ouro, muitas representações de ensinamentos de Buda e de passagens históricas relacionadas à formação do reino da Tailândia e até uma miniatura de Angkor Wat, o famoso templo do Camboja que é considerado como um dos mais importantes locais de interesse arqueológico do mundo.
Foi ali que tivemos o primeiro contato com algumas práticas religiosas budistas, como a de espalhar água benta com uma flor, pendurar dinheiro nos lugares de oferendas e caminhar em sentido horário ao redor de stupas.

Logo que se entra, percebe-se que se trata de um prédio do governo por causa do grande número de militares fazendo a segurança e dos funcionários da manutenção sempre indo e vindo. Curiosamente, há várias lojinhas e lanchonetes entre a bilheteria e a entrada da parte da visitação. Do lado de dentro, onde estão o palácio e a capela propriamente ditos, só há uma lancheria bem ao final, perto do museu, e uns poucos banheiros no lado oposto ao da entrada.
O ingresso dá direito a um mapa, com algumas explicações (só em inglês, francês, alemão e línguas orientais), que tem um roteirinho de números a seguir. Toda a visitação leva pelo menos umas duas horas, mas o normal é gastar uma três.

O Buda de Jade, que é a imagem de Buda mais adorada da Tailândia, na verdade é bem pequeno e fica no alto de uma montanha de joias e ouro. Pode-se ver ainda menos da estátua propriamente dita porque ela geralmente está coberta com um manto, que é trocado três vezes por ano, a cada troca de estação tailandesa (monções, inverno e verão).

O Grand Palace, na verdade, não é mais usado nem como sede de governo nem como residência real, mas apenas em ocasiões cerimoniais, como a recepção de embaixadores ou de chefes de Estado e em rituais religiosos. Na frente do palácio, conforme o horário em que se chega, é possível ver uma troca de guarda, com movimentos militares e todo o ritual típico desses eventos – nada muito diferente de Londres, Grécia, etc. Os soldados, porém, ao contrário dos ingleses, são bastante disponíveis para fotos com turistas e é possível até ver alguns falando ao celular na frente de seus superiores.
O museuzinho que existe bem no canto da saída, onde estão expostos detalhes originais do Wat Phra Kaew e fotos sobre os trabalhos de restauração, é bem fraquinho e nem mesmo merece a atenção – acho que é por isso que foi o único lugar onde estávamos praticamente sozinhos.

Do lado de fora, como já tinha sido alertado em tudo quanto é guia turístico, um carinha se aproximou para tentar aplicar o golpe do tuk tuk – mas o dispensamos nuns 10 segundos...

REFERÊNCIA:

- preço da entrada no Grand Palace + Wat Phra Kaew: 200 baht por pessoa

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