16/02/2012

Rumo ao norte

Na manha seguinte ao jantar cruzeiro pelo rio, acordamos bem cedo, ainda sofrendo com o fuso horário, para tomar café da manhã, ajeitar as coisas e pegar um táxi para o aeroporto de Suvarnabhumi, de onde viajaríamos para Chiang Mai, no norte do país.

Num domingo pela manhã, não é preciso mais do que uns 25 minutos para chegar até a porta do terminal, saindo da região central de Bangkok. O trânsito na cidade é quase inexistente, se comparado com os horários comerciais dos das úteis.

Assim que chegamos ao aeroporto, pusemos em prática o plano de deixar uma das malas (que tinha estragado a haste) num depósito de bagagens do aeroporto, com todos os souvenirs e presentes já comprados e com todas as roupas de inverno usadas na conexão em Istambul, que não seriam necessárias em nenhum lugar da Tailândia. Isso resolveria vários problemas: ficaríamos bem tranquilos com a franquia de bagagem nos voos internos, que é só de 20kg (ao contrário dos 32kg dos voos internacionais ou dos 23kg que usamos aqui no Brasil) e ainda nos livraríamos daquela “mala sem alça”, com todas as coisas que não usaríamos dentro.

Há dois depósitos de bagagens no aeroporto internacional de Bangkok, sempre bastante cheios (porque muita gente vem de lugares frios para passear pela região): um no piso de desembarque (1º andar) e outro no piso de embarque (2º andar). Teoricamente, o do embarque tem menos movimento, mas mesmo assim precisei de uns 20 minutos para ficar na fila, preencher os formulários e esperar a checagem no raio X. Eles olham as bagagens com o raio X porque não recebem malas com bens de valor, como notebooks, aparelhos eletrônicos em geral, dinheiro ou joias – e também para ver se você não está plantando uma bomba relógio no aeroporto, claro.

Independentemente do peso ou do tamanho, é cobrada uma taxa de 100 baht por dia (R$ 5,60), calculada no dia em que você vem retirar a bagagem de volta (parece que depois de 1 mês de depósito, a taxa sobe para uns 120 baht por dia, mas não lembro bem). Por isso mesmo, encha com tudo o que puder uma única mala, para fazer valer mais o dinheiro.  Só guarde o comprovante da entrega com o código da mala (se perder, eles conseguem conferir pelo passaporte, que precisa ser copiado na hora de deixar a mala, para registro). O tempo máximo de permanência é de 6 meses, depois do qual a empresa tem o direito de ficar com a mala.

Livres das malas, fizemos o check in com a Bangkok Airways (uma fila monstra que levou cerca de 40 minutos, o que não melhora muito nos guichês dedicados a quem fez check in pela internet) e fomos almoçar, por precaução (afinal, era a tal da NOK Air que faria a viagem até Chiang Mai, na verdade). Há vários restaurantes e lanchonetes, mas quase todos ficam depois do controle do portão de embarque. No saguão de check in, só o que se vê são escritórios de companhias aéreas, órgãos oficiais e as filas dos guichês.

O voo foi feito com um Boeing 737 bem acanhado e meio velhinho, mas bem mantido, da NOK Air. Saiu com uns 15 minutos de atraso, só, e as refeições eram da Bangkok Airways – umas caixinhas bem completas com duas metades de sanduiches diferentes, suco, água e um bolinho doce (o suficiente para acharmos quase desnecessário ter almoçado no aeroporto antes da partida).

Não deu para ver muita coisa pela janelinha, porque na maior parte do tempo o céu estava bastante encoberto.  Cerca de 1h15 depois, estávamos aterrissando no aeroporto de Chiang Mai, que recebe voos inclusive de Hong Kong, Singapura e outras tantas cidades da própria Tailândia.

Um comentário:

Larissa disse...

Olá td bem?? Uma dúvida, o lugar para deixar as malas fica aberto 24 horas? Se eu deixar minha mala lá, meu voo da volta é de madrugada será q vai estar aberto? :/