05/05/2012

Passeios em Phuket - Ao Phang Nga


Um dos passeios mais conhecidos da região de Phuket é aquele que leva os turistas até a baía de Phang Nga, situada na província de mesmo nome, alguns quilômetros a nordeste da ilha de Phuket.

A baía de Phang Nga é protegida como um parque nacional marinho e, por isso, não há quase nada de infraestrutura nas ilhas nela situadas. A única exceção é uma comunidade islâmica flutuante, que começou pequena, mas hoje congrega umas 3 mil pessoas vivendo em estruturas de palafitas e barcos interligados uns aos outros, e tirando do turismo, da pesca e da criação de ostras o seu sustento, próximas à ilha de Pan Yi (Ko Pan Yi).

A grande atração dessa baía são as dezenas de ilhas formadas por pedra sabão, que “brotam” do fundo do mar, formando penhascos inacessíveis, com vegetação só na parte mais alta. A grande maioria é desabitada, tendo como “moradores” apenas alguns macacos, aves e animais marinhos.

Muitas dessas ilhas têm o interior oco e, quando a maré está baixa, é possível passar para o seu lado interior, onde fica uma lagoa de água salgada, totalmente rodeada por paredões de pedra e vegetação. Algumas até têm prainhas internas, formadas pelo acúmulo de sedimentos que caem das rochas e por areia do mar que se acumula sobre a vegetação na maré alta.

O melhor jeito de conhecer essas ilhas é descer do barco maior, que leva as pessoas de Phuket até o Parque Nacional, e embarcar em caiaques. Com os caiaques, é possível passar por debaixo das rochas na maré baixa e entrar nas lagoas interiores das ilhas. Além disso, como muitas ilhas tem paredes que estão erodindo em razão da água, é possível passar por baixo de entrâncias das ilhas, com estalactites de todos os tamanhos.
Caiaques passando ao lado das ilhas, em mar aberto

Como a travessia das rochas exige perícia (é muito fácil se cortar nos corais ou simplesmente ficar preso debaixo de uma pedra, com a maré subindo), os caiaques são exclusivamente conduzidos por guias locais, que recebem 1 ou 2 pessoas na carona para fazer os passeios.
Caiaques passando por baixo das rochas, para acessar a lagoa interior das ilhas

Caiaques nas lagoas interiores

No passeio que contratamos na agência de turismo do próprio hotel, fechamos o pacote por uns 3000 baht (cerca de R$ 185 por pessoa). Incluía o transfer de ida e volta do hotel com uma van, que nos buscou às 7h da manhã e nos levou até a Phuket Marina (uma marina situada num condomínio de luxo perto da capital da ilha, de onde saem os barcos); o trajeto de barco rápido de ida e volta até o parque nacional marinho, com direito a paradas para visitação nas ilhas, descida de caiaque em duas delas (cada uma com 30 minutos de duração), almoço na comunidade islâmica flutuante e parada numa praia em uma ilha maior, já no percurso de volta. O passeio dura o dia inteiro e só fomos entregues no hotel por volta das 18h – valeu muito a pena e há várias companhias fazendo tours semelhantes (só exija barcos rápidos, porque mesmo com eles leva-se mais de uma hora até o ponto mais distante da viagem).
 A Phuket Marina
O interior do barco rápido, com refri e frutas à vontade

O “ponto alto” do tour, para muita gente, é a visita à “ilha de James Bond”, como ficou mundialmente conhecida a Ko Tapu, uma ilhota de pedra em forma de prego, no meio de uma baía quase fechada de uma ilha com areia bem soltinha.

Como não poderia deixar de ser, o lugar é bem muvucado, com muitos turistas indo e vindo de barcos de passeio, e lojinhas dos muçulmanos que moram na vila mais próxima vendendo souvenirs. O DVD com o filme do James Bond em “O Homem da Pistola de Ouro” é o que mais se vê nas banquinhas...
A famosa ilha do James Bond

O almoço, como eu disse, é feito na cidade flutuante e, apesar de nosso receio inicial, foi bem satisfatório. Há vários restaurantes com buffets que misturam comidas tailandesas e ocidentais, para agradar a todos os gostos. Cada tour fica num, que geralmente cobra bebida por fora (não há cerveja, por causa da religião) e tem uma lojinha nos fundos para vender souvenirs. No que conhecemos, havia um sujeito com um falcão de caça domesticado cobrando uns trocados para tirar fotos com o bicho no braço – eu fora!
 Comunidade flutuante vista de longe
Restaurante na cidade flutuante

Na hora da volta, como acontece bastante naquela região, o tempo começou a ficar mais feio para a chuva do final de tarde. Paramos por cerca de uma hora numa praia em uma das ilhas maiores, onde havia milho verde passando,jet skis para alugar e um barzinho bem precário, com água do mar bem calminha e quente. Foi só sair dali que a chuva começou a cair, mas o passeio já estava terminado mesmo. 
 Jet ski com tempo feio ao fundo
 Praia tranquilinha

Chegamos em casa moídos, porque são umas boas quatro horas dentro do barco, ao todo, sem contar as partes de caiaque e o almoço na comunidade flutuante. O passeio, se você não for de enjoar no mar, é imperdível, e nunca ouvi falar de outro lugar do mundo com esse tipo de ilhotas e de experiências.

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