24/02/2011

Estadio Nacional


O Estadio Nacional de Santiago, no Chile, é um dos estádios de futebol mais famosos do mundo. Foi lá que o Brasil se sagrou bicampeão mundial, na Copa de 1962. O lugar tinha sido construído bem antes desse evento, em 1938, com inspiração no Estádio Olímpico de Berlim.

O estádio também ficou famoso por um uso indevido de suas instalações: a ditadura de Pinochet chegou a usá-lo como campo de prisioneiros, nos dois meses seguintes ao golpe que derrubou o Presidente Allende, em 1973.

Não há linha de metrô com estação próxima ao local, por isso o jeito é usar um táxi ou um ônibus urbano para chegar até lá.

Minha "visita" ao lugar, na verdade, foi para assistir a um jogo do Grêmio pela Libertadores de 2009, ainda na primeira fase, contra o Universidad de Chile. Embora a equipe tenha como sede um estádio menor, na zona oeste da cidade, as exigências da Conmebol impuseram que o jogo se realizasse nesse estádio, que é público.

Depois de uma cervejada preparatória para o jogo, desde a metade da tarde até uma hora antes do jogo, pegamos dois táxis até o local. Paramos no caminho para comprar cerveja, mas fomos advertidos de que não poderíamos sair andando com elas na rua, porque é proibido beber sem estar num estabelecimento ou numa residência.

O taxista conseguiu fazer exatamente o que poderia ser o pesadelo de qualquer torcedor visitante: deixou-nos exatamente na frente do portão de entrada utilizado pela torcida local, que àquela hora já estava quase toda lá dentro. Ainda havia muita gente chegando e nós, quando nos demos por conta do lugar em que tínhamos nos enfiado, tratamos de ser amigáveis com quem passava. Teve uns caras que até foto quiseram tirar conosco. Os carabineros (a polícia local), no entanto, advertiu que era melhor não ficarmos muito tempo por ali.
Conseguimos encontrar a entrada do setor de visitante e logo encontramos algo entre 300 e 400 gremistas num cantinho bem protegido do estádio.

A torcida tem um jeito bem diferente de torcer, quando comparada com o Brasil ou com a Argentina. São cânticos mais rápidos, mais generalizados, mas que logo silenciaram com o rumo que a partida foi tomando.
No final, saímos vencedores por 2x0, e depois da tradicional espera da torcida visitante por questões de segurança, pudemos continuar a cervejada noite adentro.

Obs: o crédito das fotos vai pro Zeh e pro Alemão!

Um comentário:

Anônimo disse...

eu quero ir! estou aqui em Santiago e to doida pra conhecer!