07/02/2013

Albergue em Londres


Pesquisar albergue para nossa estada em Londres não foi uma tarefa fácil.

A cidade é muito, muito grande – a maior da Europa – e existem muitas opções. Além disso, os preços das camas em dormitórios coletivos são bem mais salgados do que no resto do continente (em 2008, não se conseguia quase nada por menos de £20 por noite, sem café da manhã, enquanto que nos demais países da U.E. não era raro encontrar camas por 8 euros com café incluído). Por fim, o fato de ser uma estada longa, de 7 noites, deixava-nos na obrigação de não cometer erros.

Sabendo que o metrô seria nosso meio de transporte principal e que ele fecha à noite, sabíamos que o ideal era ficar perto de uma estação, mas também não muito longe do centro.

Li muito e pesquisei sobre os albergues mais “famosos” no Hostelworld, mas cada vez mais achava que esses eram justamente os mais sujos, barulhentos e incômodos de todos. Por fim, acabei restringindo minhas buscas, pela primeira vez em anos de mochilão, a albergues filiados à Hostelling International, mesmo sabendo que teria que me filiar à rede para conseguir descontos.

Depois de delimitar as opções, coloquei em votação com o Ângelo alguns da região logo ao norte do West End, e acabamos escolhendo o YHA London Central, que tinha sido inaugurado a pouco menos de 1 ano naquela época e que parecia ser um dos mais bem localizados de todos.

De fato, não poderíamos ter feito escolha melhor. O prédio era novinho em folha por dentro, com uma fachada reformada, uma área de uso comum muito legal, elevadores de última geração, máquinas de guloseimas, perto de mercadinho e a uma quadra da estação Great Portland Street e a duas quadras de outra estação de uma linha diferente, a Regent’s Park. O endereço é 104 Bolsover Street, e fica numa região conhecida como Fitzrovia, perto de uma grande torre da British Telecom. Dali, era possível chegar em uns 15 minutos caminhando a Oxford Circus.





Chegando lá, fizemos a nossa associação anual ao Hostelling International da Inglaterra e do País de Gales, porque valia mais a pena pagar a taxa de £22 do que pagar o adicional para não membros nas 7 diárias que cada um gastaria por ali . A carteirinha é feita na hora mesmo e tem validade de 1 ano e meio, para qualquer albergue da HI no mundo.

O YHA London Central é bem grande, com uns 6 andares, mais um subsolo, onde fica a cozinha. No térreo, a área de convivência tem grandes TV, mesas para jogar e um barzinho, que serve lanches e cerveja. Claro, já faz 5 anos que estive lá e não sei como foi conservado desde então, mas na época foi um dos melhores em que eu já tinha parado.

Nos quartos, o esquema era o de 3 beliches, com banheiro “ensuite”. Enquanto estivemos ali, percebemos uma grande rotatividade dos nossos companheiros de quarto e, inclusive, uma grande variedade de público, desde um argentino quarentão e fanfarrão, até um senhor japonês que parecia ter perto de 50 anos, passando por árabes e judeus da nossa idade, casais de namorados com 20 e poucos anos e por aí vai. A vista da janela do quarto não era das melhores: só a parte de trás de prédios residenciais e escadas de emergência...



Para o café da manhã, o que acabamos fazendo foi passar quase todos os dias no mercadinho que há na esquina em frente à Great Portland Street. Geralmente pegávamos iogurtes e sucos, wraps (alguns bem picantes, já que quase tudo leva cebola roxa e curry na Inglaterra hoje em dia) ou sanduíches mais simples, e voltávamos para comer na área de uso comum. Uma vez apenas pegamos o café da manhã pago do albergue, mas não valeu muito a pena, porque era mais caro do que comprar as mesmas coisas ali pertinho.

Aliás, come-se muito mal na Inglaterra, com um orçamento apertado de mochileiro. Depois de nossos cafés da manhã de mercadinho, nossos almoços geralmente se resumiam a algum sanduíche na cafeteria do museu, castelo ou atração que estávamos visitando. No final da tarde, para jantar, acabávamos quase sempre comendo alguma fritura, tipo fish and chips. No mercado de Covent Garden conseguimos uma refeição estilo buffet que fugiu dessa regra. Numa das noites, trouxemos coisas para fazer de janta na cozinha do albergue.

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