20/02/2013

Londres - British Museum

Depois de uma noite bem dormida, acordamos cedinho novamente para o nosso terceiro dia de passeios por Londres. Tomamos o café da manhã no mercadinho em frente ao metrô e fomos nos dirigindo de transporte público até o British Museum, o nosso objetivo principal para aquela jornada. O tempo, para variar um pouco, estava exatamente como na manhã anterior: fechado, com uma chuvinha irritante que quase  chegava à categoria de chuva, obrigando-nos a estar sempre com o guarda-chuva na mão.

Acabamos nos precipitando um pouco no horário e demos de cara com a porta do museu ainda fechada. Tivemos que matar uns 20 e poucos minutos na região ao redor do museu, basicamente numa pracinha em frente, chamada Gordon Square, até que fosse permitida a entrada das primeiras pessoas. Não lembro bem, mas acho que quem tinha comprado ingressos de grupo em excursões organizadas até estava entrando, mas nós tivemos que esperar o horário público oficial.


O British Museum, na minha opinião antes de ir para Londres, e agora confirmada depois da visitação, é o maior e mais importante museu da cidade. Sinceramente, acabei gostando mais dele do que do Louvre, de Paris, por exemplo. Ah, e é de graça!

A proposta do "Museu Britânico" é reunir objetos de uso cotidiano e de arte das grandes civilizações clássicas e com isso ir contando a História do Mundo inteiro. Para isso, nada melhor do que contar com a ajudinha de centenas de navegadores, conquistadores militares, funcionários públicos dos tempos de Império e milionários colecionadores, que durante os séculos foram trazendo para a Inglaterra um pouco do que havia de melhor em todos os grandes centros arqueológicos do mundo. 

A parte do Museu que trata da história do Egito Antigo, por exemplo, é extremamente ampla. Há quem diga que há mais coisas para se ver ali do que no próprio Egito. Sarcófagos banhados em ouro, múmias das mais variadas, estátuas de animais, adornos de santuários, papiros e tudo o que se possa imaginar do Egito Antigo têm belos exemplos em exposição. O governo egípcio, depois da independência ocorrida na metade do século XX, volta e meia postula a devolução de alguns itens.


Um dos itens mais famosos dessa parte do museu é a Pedra de Roseta, aquela com base na qual pela primeira vez se decifraram os hieroglifos egípcios, porque no mesmo objeto havia uma versão equivalente do texto em grego clássico.

Outra parte do museu, que trata da Grécia Antiga, é igualmente impressionante. O melhor exemplo disso - basta dizer - está no fato de que boa parte dos adornos do Parthenon, da Acrópole de Atenas, foram removidos e trazidos para esse museu, estando hoje numa sala que tem o tamanho da Acrópole verdadeira. Para criar a sensação de ver todos os painéis, eles foram instalados ao contrário, nas paredes internas, como dá para ver nessa foto (em que eu apareço junto, hehehe).



Nessa sala onde estão os painéis do Parthenon há toda uma explicação oficial do museu de porque as peças não são devolvidas à Grécia, com argumentos que vão desde o fato de terem sido comprados legitimamente à circunstância de que ali eles estão muito mais bem protegidos da poluição que a própria Acrópole e à possibilidade de que mais turistas vejam as peças porque tem mais gente visitando a Inglaterra do que a Grécia...

Não é só Egito e Grécia... tem muita coisa de Roma, bastante coisa interessante da Babilônia, dos Sumérios e outras civilizações do Oriente Médio. Além disso, há até algumas estátuas, totens e múmias de civilizações indígenas norte-americanas e de Impérios pré-Colombianos da América Central e do Sul, bem como relíquias das civilizações orientais (Khmer, chinesa, etc.). 







A famosa caveira de cristal, que apareceu no quarto filme do Indiana Jones, também está exposta ali. Essa peça foi alegadamente uma descoberta feita em sítios arqueológicos da América Central, mas logo se descobriu que se tratava de uma falsificação fabricada com vidro na própria Europa, no século XIX. 


O Museu Britânico, tal como o Louvre, toma pelo menos umas quatro horas para ser visto nas suas partes principais, por isso acabamos fazendo o nosso almoço por ali mesmo, na cafeteria do pátio central (que graças a Deus é coberto, porque só chove naquela cidade).

Já passava das 14h30 quando finalmente saímos do museu, e como o lanchinho lá dentro não matou exatamente a nossa fome, ainda demos uma paradinha estratégica numa Starbucks que estava dando sopa ali na frente para fazer um reforço, antes de seguir viagem.

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