22/02/2013

Londres - London Eye e a "City"

Após termos passado boa parte do dia envolvidos na visita ao British Museum, o tempo teve uma reviravolta e um pouquinho de céu azul começou a aparecer. Corremos para o metrô e seguimos para uma das atrações que mais queríamos fazer na cidade, e para a qual estávamos esperando justamente um clima um pouquinho mais favorável - a London Eye.

A London Eye é aquela roda gigante que se vê perto do Big Ben, na margem sul do Tâmisa. Colando do Wikipedia, tem uns 135 metros de altura e 120m de diâmetro. Foi inaugurada justamente no final do ano de 1999, como parte das comemorações da cidade pela passagem do Milênio, por isso também ficou conhecida como Roda do Milênio. O nome da atração está sempre vinculado ao de um patrocinador, e na época em que estivemos lá o nome completo oficial ainda era British Airways London Eye. 




Ao contrários dos museus, essa atração é paga - e é bem carinha. Paga-se ainda mais se quiser pegar a "fila rápida", um jeito sem hipocrisia alguma de dizer que ricos não precisam esperar muito na fila. 

A atração está sempre lotada e oficialmente é considerada a atração paga mais visitada do país. Não chega a ser como a Torre Eiffell, entretanto. 

Nós devemos ter ficado pelo menos uns 30 minutos na fila. Chegando mais perto e já com os ingressos na mão, percebemos o porquê de tanta demora: a cada vez que um grupo é desembarcado de uma das "cápsulas" da roda gigante, e antes que o próximo grupo de pessoas entre (são umas 15 em cada cápsula), há uma checagem completa de segurança em busca de alguma possível bomba que possa ter sido deixada por alguém lá dentro. Os guardas passam um espelho na ponta de um bastão em todos os contornos de baixo e de cima do interior de cada cápsula e só então liberam a passagem.

As cápsulas têm um tamanho bem maior do que eu imaginava. São quase do tamanho dos bondinhos do Pão de Açúcar, mas não se deixa entrar tanta gente de uma só vez como no Rio. Como são presas à roda gigante, elas balançam bem menos do que o nosso bondinho também - só um leve balanço para frente e para trás quando a roda se move para a próxima cápsula chegar no setor de desembarque e embarque. 







A volta toda leva cerca de 30 minutos para ser completada, mas como a cada cápsula ela é parada, não se trata de um movimento contínuo. Na verdade, porém, o tempo acaba sendo curto, porque há muita coisa para se ver. 

A vista é praticamente de 360º da cidade. Como fica bem na beira do rio Tâmisa e pertinho do Big Ben, a atração mais óbvia para se fotografar lá de cima são justamente os prédios do Parlamento. 

Pode ser um clichê, uma atração manjada e não sei mais o quê, mas eu recomendo a qualquer um que esteja visitando a cidade pela primeira vez que reserve pelo menos uma hora e meia para aguentar a fila e fazer o passeio. Nenhum outro ponto da cidade te dará uma vista tão completa de tudo, numa experiência bem agradável e tranquila até para crianças. 

Depois de descermos, decidimos conhecer um pouco do centro financeiro de Londres, a parte que na verdade é a mais antiga da cidade e que justamente por isso é conhecida como a "City" (na verdade seria o distrito de Londres propriamente dito, já que o resto se divide em Westminster, Kensington, Chelsea, etc.).

Essa região da cidade se enxerga de longe por causa da cúpula da Igreja de Saint Paul, onde casou a Princesa Diana. A Igreja, que na verdade é Anglicana e não católica, cobra bem caro por uma visita interna: na época já passava de £11 e hoje em dia não sai por menos de £14,50, a não ser ser que se pague com antecedência pela internet, quando há um desconto de £2,00.



Como no horário em que passamos lá já tinha acabado a visitação, não conhecemos o seu interior. Ficou para outro dia (que acabou não acontecendo).

Ali pertinho fica também a sede do Banco da Inglaterra, que é esse prédio bem tradicional aí da foto.


Não muito longe também, fica a sede de uma das bolsas de valores mais importantes do mundo - a London Stock Exchange. Naqueles dias, o clima andava bem tenso por aquelas partes da cidade, porque a crise das hipotecas nos EUA estava começando a se espalhar - o Lehman Brothers pediu concordata no dia seguinte e só em Londres mais de 700 pessoas foram demitidas. 


Como o tempo de Londres não dá trégua, aquelas poucas horas que aproveitamos para fazer o passeio na London Eye acabaram num temporal, que começou a se ensaiar justamente enquanto estávamos ali na região da City. Acabamos tendo que fugir da chuva forte e encaramos um rush de final de tarde junto com metade do pessoal que estava voltando do trabalho bem naquela hora. 

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