16/02/2013

Londres - Trinca de Museus

Depois de passar quase a manhã inteira envolvidos na visitação à Torre de Londres, nossa tarde tinha como programação principal um passeio pelo Museu de História Natural da cidade, um dos mais importantes do mundo. 

O Museu foi fundado há mais de 100 anos e abriga uma série de itens relacionados à biologia, à botânica, à zoologia e à paleontologia. Como a maioria dos museus londrinos, tem entrada gratuita - mas contribuições são bem-vindas.

A maior atração do lugar são os esqueletos de dinossauros armados no formato original do bicho, ocupando salas inteiras de exposição. Logo na entrada, aliás, se dá de cara com um Diplodocus gigantesco, atrás do qual uma estátua solenemente sentada numa cadeira, representando Charles Darwin, dá as boas vindas aos visitantes. 






Como não poderia deixar de ser, o lugar é muito visitado por turmas de colégio, por isso às vezes é necessário esperar a galerinha passar para ter acesso a determinadas partes do museu. 

Um dos itens mais curiosos é um pássaro dodo empalhado. Esse pássaro foi extinto depois que cães foram introduzidos no seu habitat natural nas ilhas Maurício, fator que contribuiu para o que a caça por sua plumagem mais cedo ou mais tarde acabaria realizando.

O Ângelo tinha grandes expectativas sobre o museu, porque já tinha lido livros que o mencionavam, mas me confessou que acabou se decepcionando um pouco. 

Aproveitando a proximidade física do Museu de História Natural com o Museu de Ciências, a chuvinha fina que caía lá fora e, obviamente, a gratuidade da entrada, aproveitamos também para conhecê-lo em seguida.

O Science Museum, no entanto, foi uma grande decepção para nós dois. Como não tínhamos muito interesse em design industrial, engenharia ou mesmo aeronaves e naves espaciais, acabamos apenas dando umas voltas pelos saguões principais. 




Alguns andares, porém, possuem algumas atrações mais interativas, que prenderam nossa atenção por mais algum tempo. 

Já cansados de toda a visitação feita no dia e bem de cara com o último museu, ainda demos o golpe de misericórdia daquela tarde: uma rápida visitação do Museu Victoria & Albert.

Esse museu, que ocupa quase uma quadra inteira pertinho dos outros dois, e que ainda tem as marcas dos bombardeios alemães da II Guerra Mundial, concentra uma série meio confusa de itens de decoração, roupas, joias, arte em geral, objetos e algumas antiguidades egípcias, gregas e romanas. 




O lugar tem origem na Exposição Universal de 1851 e continua sendo mais um local de reunião de itens variados que teriam sido dados de presente à realeza britânica por chefes de outros países do que propriamente uma exposição organizada querendo dizer alguma coisa. 

Não sei se foi pelo cansaço, ou pela falta de informação (ou mesmo de interesse), mas não recomendaria a ninguém que não tenha um interesse especial por esses lugares fazer essas visitas aos dois últimos museus...

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