18/02/2013

Londres - Hyde Park e Notting Hill


Depois de um dia intenso de visitação, com a Torre de Londres pela manhã e três museus pela tarde (bem rapidamente nos dois últimos, é verdade), terminamos nossa jornada com ainda mais dois passeios: uma caminhadinha pelo Hyde Park e outra pelo bairro de Notting Hill.

O Hyde Park é um dos maiores parques urbano na região central de Londres. Originalmente, era uma área em que os reis ingleses apenas caçavam, sendo proibido o acesso da população em geral. Hoje em dia, tornou-se um lugar para prática de esportes no final do dia e no início da manhã, e para a realização de grandes concertos a céu aberto nos finais de semana, em épocas de festivais.



Para o visitante de primeira viagem, talvez uma das atrações que mais chame a atenção seja o Memorial da Princesa Diana. O memorial é bem diferente do que se imagina para esse tipo de atração: é na verdade uma fonte de água com a aparência de um rio, com uma calçada em todo o seu entorno, num formato irregular. A água vai aos poucos caindo por suaves declives e depois é impulsionada por bombas de água para reiniciar o seu ciclo.

Uma caminhada por outras partes do parque revela uma série de cabaninhas com jeito de terem uns bons séculos de existência e permite também ver uma coisa rara na cidade: londrinos de verdade, em seu habitat natural (afinal, o que mais se vê é turista e imigrante circulando nas regiões turísticas mais centrais).



Depois de uma caminhadas por ali, decidimos que ainda daríamos uma última esticada antes de ir para o albergue, até o bairro de Notting Hill, não muito longe dali e famoso por causa daquele filme com a Julia Roberts e o Hugh Grant.

O bairro de Notting Hill é considerado uma atração por ser formado por casinhas coloridas, quase todas iguais entre si, que originalmente foram construídas na época vitoriana, mas depois acabaram ocupadas por imigrantes caribenhos que vieram para a cidade trabalhar no período pós-guerra.



Depois de um período de decadência (os imigrantes fizeram do lugar um bairro conhecido como região pobre na cidade) e de ter-se tornado inclusive um lugar violento, Notting Hill passou a ser modinha entre o pessoal alternativo a partir do final dos anos 1980.

Nesse processo de reocupação e revalorização do bairro, conhecido tecnicamente como gentrificação, o bairro acabou se tornando um dos lugares mais desejados da cidade. É hoje considerado tranquilo, limpo e bastante agradável, além de estar próximo de várias áreas verdes da cidade.

Não chegamos a ver funcionando, porque já estava escurecendo, mas o bairro também é conhecido pelo seu comércio. Na Portobello Road, que corta quase toda a região, ocorre um famoso mercado de rua, especializado em antiguidades.

Em outra época do ano, obviamente, também ocorre um dos maiores eventos do calendário londrino nesse bairro: o Carnaval de Notting Hill.

Assim como em várias outras regiões na cidade, é possível identificar em Notting Hill umas plaquinhas azuis que mostram que pessoas famosas já moraram em algumas das casas. Na foto abaixo, por exemplo, está a indicação do que já foi a casa de George Orwell, o criador do “Big Brother” no livro “1984”, além da “Revolução dos Bichos”.


Na hora de ir embora, indo em direção a uma estação de metrô no extremo oposto do bairro, passamos pelo único momento de insegurança em todos aqueles 7 dias na cidade: um grupo meio mal encarado de jovens debaixo de um viaduto ferroviário, numa região meio mal iluminada (e já estava escurecendo) nos fez fazer um desvio... nunca se sabe!

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