16/08/2008

Fora do tema, mas nem tanto

Essa é fora do tema da viagem que comecei a contar:

Tomei um susto ontem quando ouvi, no Jornal Nacional, que o Reino Unido provavelmente passará a exigir visto de brasileiros. Estou com passagem comprada para lá para daqui um tempo e era só o que me faltava.

Pesquisando na internet, vi que a coisa toda não é para agora, mas só para 2009. Veja a notícia no Terra (Agência Brasil):

A Embaixada Britânica admitiu que o governo estuda enviar um policial do Reino Unido para atuar no setor de imigração do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP). O governo britânico também avalia exigir o visto de entrada para cidadãos brasileiros e de outros dez países que visitem a Inglaterra, a Escócia, a Irlanda do Norte e o País de Gales.

Com a introdução da nova política, pessoas provenientes da Bolívia, Botsuana, Brasil, Lesoto, Malásia, Ilhas Maurício, Namíbia, África do Sul, Suazilândia, Trinidad e Tobago e Venezuela precisariam pedir um visto de seis meses antes de viajar ao Reino Unido.

De acordo com a embaixada do Reino Unido, atualmente esses oficiais atuam em cerca de 30 países, desempenhando um papel de consultoria, oferecendo treinamento às companhias aéreas e às autoridades nacionais de imigração. Eles não têm, no entanto, autoridade executiva. Atualmente, o país exige vistos de entrada para cidadãos de mais de 100 países, o que representa mais de 75% da população mundial.

Em nota divulgada após o jornal O Estado de S.Paulo ter publicado que o governo britânico teria feito uma série de exigências ao governo brasileiro para não voltar a pedir o visto, a embaixada afirma que nenhuma decisão será tomada até o início de 2009.

Até lá, o Reino Unido se compromete a "trabalhar em conjunto" com os governos dos países, "avaliando as medidas cabíveis para reduzir os riscos potenciais oferecidos pelos cidadãos desses países". Segundo o jornal, o governo britânico identificaria os 11 países pelo alto índice de imigrantes ilegais e a outros crimes.

Além disso, as agências de turismo brasileiras deverão entrevistar seus clientes a fim de identificar os que tiverem intenção de imigrar ilegalmente, não lhes vendendo passagens. A embaixada admite que entre as medidas discutidas com os governos locais está o envio de um "oficial britânico" para o país em questão.

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