25/08/2008

Paris - Île de la Cité

Na nossa primeira manhã em Paris, acordamos por volta das 7h30, com o objetivo de já estar na rua às 8h e pouco. De cara, descobrimos que não podíamos contar com o café da manhã do albergue para uma boa refeição. O croissantzinho dormido da máquina não fazia nem cócegas num estômago vazio. Embora eu não seja acostumado a comer muito de manhã, em mochilão parece que o corpo pede um combustível extra para agüentar o pique...

No dia anterior, havíamos decidido que só iríamos à Torre Eiffel no dia que abrisse sol. Como amanheceu bem fresquinho e nublado, fomos para o lugar que conheceríamos primeiro: a Île de la Cité, parte mais antiga da cidade, fundada ainda antes da conquista pelos romanos, na qual estão a Catedral de Notre Dame, a Sainte-Chapelle, os Tribunais mais importantes do país e a praça de Vert-Galant, onde foi queimado o último grão-mestre dos Cavaleiros Templários, Jacques de Molay.

Quem tinha algum dos livros do Asterix quando era criança vai lembrar de como era desenhada Paris naquele tempo, prestes à invasão dos romanos: uma ilhazinha no meio de um rio, à qual se referiam como Lutécia. Eis a ilha da qual estou falando.

Descemos na estação Châtelet, em frente à Pont Neuf, que dá acesso à Ile de la Cité. Foi o primeiro contato que tivemos com o rio Sena, que divide a cidade ao meio.
Havia muito pouca gente na rua àquela hora, num sábado de manhã, por isso tivemos bastante tranqüilidade para dar uma volta ao redor do prédio da Corte de Cassação (essa com o detalhe do Napoleão nos cantos), a qual servia como prisão nos tempos da Revolução.
Em seguida, chegamos até a pracinha de Vert-Galant, que estava com a cerquinha fechada àquela hora, podendo apenas os patos entrarem e saírem dali.
Contornamos a parte baixa da ilha, passando por baixo dos viadutos que a ligam com o Quartier Latin, para chegar até a parte mais próxima da Catedral de Notre Dame.
A vista da igreja é muito legal, mas não tão impressionante quanto outras que já vi na Itália ou na República Tcheca.

Para a nossa alegria, havia uma feira na frente da catedral. Paramos numas banquinhas que vendiam croissants, pães doces, éclairs e outras coisas muito boas. Ali sim fizemos nosso café de verdade. Não tem explicação como é bom um croissant de verdade, bem crocantinho, ainda quente, feito artesanalmente, por umas velhinas francesas. Acho que saía 3 por 1 euro, e nos atracamos no negocinho.

Contentes com a refeição, entramos na catedral. Como na maioria dos lugares, o acesso à igreja em si é gratuito. Paga-se apenas para ter entrada na cripta subterrânea onde fica a relíquia da igreja - supostamente a coroa de espinhos que Cristo usou na cruz - e para subir a torre.


Depois do passeio pelo interior da catedral, nos dividimos. O Rafael e o Diego subiram na torre e eu, o Bagé e o Marcelo fomos caminhar na IÎe de Sant-Louis, uma menorzinha ao lado da Île de la Cité, que dá para a parte de trás da Catedral.

A ilhazinha é bem tranqüila e nem parece que fica bem no meio da segunda maior cidade da Europa. Lojinhas, açougues, padarias, tudo bem tranqüilinho, como se não estivessem ali.

Os guris que subiram na torre enfrentaram uma fila de mais de meia hora, mas trouxeram uma fotos muito legais lá de cima, com as famosas gárgulas que adornam as torres. Depois que as vi, até me arrependi de não ter ido com eles.


Marcamos de nos encontrar as 11hs bem num ponto em frente à igreja, onde estava escrito "Marco Zero" das rodovias francesas. Dali, seguimos para conhecer outra atração da Île de la Cité: a Sainte-Chapelle.
Essa igrejinha é toda dourada e rodeada de vitrais gigantescos, muito coloridos.

Na saída, ainda passamos pelo Palácio da Justiça, que tem esses portões dourados na frente.

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