30/08/2008

Paris - Louvre


Depois de uma tarde inteira em Versailles (e quando digo, tarde, me refiro a todo o período com sol, o que vai até umas 21hs no verão europeu), voltamos a Paris. Da Gare d'Austerlitz, fomos direto para o albergue, para um bom e merecido banho.

Mais tarde, saímos para ver se achávamos alguma coisa legal na região do Canal de St-Martin - indicação de amigos meus aqui no Brasil. Acabamos perdendo um tempão guiando uma brasileira completamente perdida na estação de metrô perto do nosso albergue, procurando o albergue dela - justamente ao lado do Canal.

Depois de darmos umas voltas, só conseguimos encontrar uns lugares meio barra pesada. Discutimos a situação e a maioria acabou decidindo ir para outro lugar. Voltamos para a região ao redor de Les Halles, mas também não tivemos muito sucesso. Mais uma vez, confirmamos que as coisas acabam cedo em Paris e que tínhamos saído tarde demais. Contrariado, acatei a decisão da maioria de voltar de táxi - o metrô já havia fechado e eu confesso que sequer sabíamos por onde andávamos àquela hora.

O domingo amanheceu chuvoso, o que mais uma vez postergou a visita à Torre Eiffel, questão que acabou se tornando meio que "paranóica" entre nós. Dessa vez, porém, a chuva era forte mesmo e não tínhamos como fazer nada ao ar livre. Decidimos, então, passar o dia no Louvre. Pegamos um metrô até a estação ao lado do lugar e corremos para não nos encharcar.

O Museé du Louvre fica num palácio gigantesco localizado bem no meio de Paris, na marge direita do rio Sena (norte, no mapa). O lugar já foi sede do governo monárquico do país por muitos anos. Construído inicialmente há quase 1000 anos, foi remodelado e sucessivamente expandido, até dominar o equivalente a uma três quadras de uma cidade, como ocorre atualmente.

Para se ter uma idéia, há até uma rua passando por dois pórticos no meio do palácio, que se estende rente às ruas Rivoli e à Quai (marginal) du Louvre. No centro, um grande pátio e, na frente, abraçado por duas das alas, outro pátio, com a famosa pirâmide de vidro.
Para entrar, é necessário comprar um bilhete que custa 9 euros (dá direito às exposições permanentes), mas que vale para o dia inteiro. Ou seja, dá para olhar um pouco de manhã, sair, voltar à tardinha, sem pagar mais por isso. Se chegar pela primeira vez no dia depois das 18h, paga só 6 euros, mas o museu fecha às 21h45.

Nós compramos o nosso no hall central, que fica exatamente embaixo da pirâmide de vidro. Para chegar lá, usamos a entrada lateral da Rue de Rivoli, mas dá para fazer o mesmo pelo outro lado.

Antes da viagem, tinha lido numa revista uma dica de que o modo mais rápido de entrar e evitar filas seria vir pela Porte des Lions, que fica bem na pontinha mais distante do Louvre, na Quai du Louvre. Entretanto, não ficamos quase nada em filas para conseguir entrar. Não sei se era por causa da hora (cerca de 9h de um domingo), mas rapidamente compramos nossos tickets numas máquinas automáticas que aceitam Visa e Mastercard. Depois, foi só pegar a escadinha rolante e entrar numa das galerias.

Começamos pela Ala Denon, que fica do lado do rio. É nela que está a Monalisa. Imaginamos que, quanto mais tarde ficasse, mais gente haveria na frente do quadro mais famoso do museu, por isso traçamos como meta vê-la como uma das primeiras atrações, para olhar o resto depois, com mais calma.
Logo de cara, vimos a Vitória Alada da Samotrácia, que e essa estátua da foto acima, ainda no lado de fora da galeria propriamente dita.

Caminhamos até a Monalisa e, quando chegamos, já estava um burburinho só. A sala é toda vigiada e o quadro está atrás de grossas camadas de vidro blindado. Tanto me diziam que o quadro era pequenininho que até achei grande. É proibido tirar fotos, mas o Bagé se aventurou e tirou essa daqui debaixo. (toda tremida, pobrezinha) Levou uma mijada de um segurança francês em inglês que chegou a se encolher...
Depois, seguimos andando por tudo. É muito, muito, muito grande. Não há como andar por lá sem se planejar. Não há como ver tudo, isso é a primeira coisa a admitir.

Há setores inteiros de antigüidades egípcias, sumérias, babilônicas. Até um pedrão com o Código de Hamurábil (aquele do olho por olho, dente por dente) está lá.
Sarcófagos, múmias, estátuas, vasos gregos, esculturas romanas e pinturas francesas, italianas e flamengas se sucedem em salões intermináveis.

A maior parte dos setores que não são de pinturas permitem fotografias, por isso é que quase só aparecem fotos de esculturas.

Depois de mais de 3 horas caminhando, paramos para almoçar num dos barzinhos que existem dentro do museu, no hall central por onde entramos, só que no andar superior.

De energias recarregadas, retomamos o passeio lá por dentro. Olhávamos para fora de vez em quando, e como a chuva não havia parado desde que chegáramos, não tivemos pressa de ir embora.

Deviam ser umas 15hs quando decidimos passar numa última parte que nos interessava, uma pouco visitada que tem arte da Oceania, Africa e América Latina, para depois sair e nos reencontrarmos com o Rafael e o irmão dele, que saíram um pouco antes, na pirâmide invertida que fica mais à frente (e não embaixo da pirâmide maior, como eu pensava).

Um comentário:

Ricardo Pacheco disse...

Cara... no dia em que eu fui podíamos tirar foto a vontade da Monalisa... o problema era conseguir com tanta gente amontoada, mas tirei várias fotos... O esquema deve ter mudado.
O Louvre é mesmo gigantesco e recomendo, mas como não sou um amante de arte, foi mais legal ver as obras mais famosas, a parte do Egito (gosto das múmias - mas achei as do Vaticano mais "reais") e as pirâmides (principalmente as externas) são bem bonitas.