05/10/2008

Paris - furadas e pontos negativos

Apesar de reconhecer que, em muitos aspectos, Paris é imbatível em relação a outras cidades, ela não é a minha preferida (gosto mais de Barcelona, por exemplo) e nunca foi um daqueles grandes sonhos de lugar para se conhecer (tinha muito mais espectativa com relação a Praga...).

Existem várias coisas que não gostei ou que considero pontos negativos na cidade e me proponho a falar de alguns deles - não com o intuito de criticar ou de recomendar que não se faça, muito menos de contrariar pessoas que gostem de determinadas coisas, mas com a idéia de mostrar que nem tudo são flores.

1 - achei muito ruim sair à noite em Paris, talvez por falta de referência ou por simples azar nas nossas opções. As pessoas voltam cedo da maioria dos lugares e não tem aquele clima legal de outros lugares, como Espanha, Suécia, Rep Tcheca, Holanda, etc.).

2 - achei o povo bem antipático, mesmo falando um pouquinho de francês e evitando ao máximo usar o inglês - coisa que muitos dizem resolver esse problema. Os caras geralmente são grossos (às vezes por burrice mesmo) e as mulheres com aquelas caras de mal-... parecendo que vão xingar o primeiro que passar na frente.

3 - a cidade dá uma péssima impressão com relação a segurança para quem chega do aeroporto CDG e para quem tem que usar o metrô à noite, em determinadas estações. Quanto mais para o norte, piores as coisas vão ficando, tanto em sujeira, pichações, traficantes e gente à toa parecendo que só está esperando alguma oportunidade para aprontar. O clima entre as pessoas parece ser de desconfiança, principalmente contra imigrantes negros e árabes, que existem em grande número por lá - coisa que na Inglaterra, por exemplo, teria tudo para ser pior, mas é exatamente o contrário.

4 - achei uma furada ter ido no Georges Pompidou. Muito caro por um museu que não conseguiu me chamar a atenção em nada (isso sim é extremamente pessoal, porque cheguei à conclusão de que não gosto de arte moderna).

5 - a cidade é muito lotada de turistas, especialmente de hordas de chineses (40 a 60 pessoas com um guia puxando o grupo, com um guarda-chuva colorido levantado para mostrar onde está). Poucos lugares e horários oferecem tranqüilidade para admirar tranqüilamente alguma coisa ou para não enfrentar filas de mais de meia hora. Imagino o que deve ser a alta temporada (fui em maio e já estava assim).

6 - a queixa é generalizada com relação aos albergues. Todo mundo destaca alguns (vários) defeitos dos lugares onde ficaram, não havendo consenso do que seria o menos pior para se agüentar.

7 - tudo é tão grandioso e tão espetacular que, paradoxalmente, às vezes cansa., física e mentalmente Senti uma sensação de que pouca coisa me impressionaria depois do que vi lá. Se está fazendo uma viagem por vários lugares, talvez o melhor seja deixar Paris para o final. Isso não é crítica, é elogio, na verdade! A cidade tem tanta coisa para ver e para fazer que a gente acaba se torturando e não descansa o suficiente, na sede de ver o maior número de coisas possível. O negócio também é ter paciência e trabalhar com o fato de que não vai dar para ver tudo na primeira vez, mesmo que fique uma semana lá...


Nenhum comentário: