26/10/2008

Estocolmo - Pequenas surpresas

Estocolmo não é um lugar que desperta maior interesse turístico dos brasileiros em geral e, de fato, não possui atrações grandiosas do mesmo nível de Paris, Londres ou Roma. Nós mesmos, antes de ir para lá, não sabíamos muito bem o que iríamos encontrar ou fazer - a não ser pela noção remota de um lugar extremamente rico, organizado, frio, conhecido como "a Veneza do norte", e que tem algo a ver com os vikings.

No entanto, assim que chegamos, simpatizamos muito com a cidade. O povo, ao contrário do que imaginávamos (pelo menos eu), mostrou-se muito simpático e atencioso. Todo mundo fala inglês quase sem sotaque, seja numa lojinha, na rua, no albergue, na noite ou na barraquinha de cachorro-quente. As pessoas em geral gostam bastante de ver gente de tão longe (Brasil) visitando o país deles e demonstram imediatamente seu desejo de um dia vir conhecer nosso país.

Além disso, o clima de tranqüilidade da cidade é uma recompensa após 6 dias de correria em Paris, tentando conhecer de tudo um pouco. Não para dizer que a cidade tenha mais de um milhão de habitantes, porque tudo é sempre muito tranqüilo. Acho que, pelo tamanho da cidade e pelo fato de ser dividida em ilhas, não há tanta concentração de gente em determinado ponto.

O tempo também colaborou, pois embora fosse um pouco friozinho, permitiu que fizéssemos quase tudo a pé e sem maiores problemas. Como o sol praticamente não se põe (escurece mesmo só entre as 23hs e as 2h30), dá vontade de fazer tudo a toda hora.

As atrações, como eu disse, não têm tanto efeito apelativo ao turista, mas o fato de desconhecer o que se vai encontrar acaba gerando pequenas surpresas bastante recompensadoras.

Ao contrário do que imaginávamos, não há praticamente nenhuma referência aos vikings. Quase tudo gira em torno da Família Real e da história da monarquia em si. Existe alguma referência aos cavaleiros da Idade Média, que participaram das Cruzadas, e às guerras e alianças feitas com e contra os países vizinhos ao longo dos últimos 500 anos. Também há menções ao fato de o país ter iniciado o século XX como um lugar muito pobre, mas que acabou o mesmo período como um dos melhores exemplos de Estado do bem-estar social. O fato de ser um exportador de cultura pop (ABBA, Roxette, A-ha, Rednex, Ace of Base, The Cardigans, etc.) também é bastante presente.

A cidade em si é muito bonita. Passear pelas ilhas, pela orla, pelos jardins, parques, mercados já é uma experiência muito boa e que acaba fazendo a pessoa querer morar lá (pelo menos no verão!).

Nos próximos posts ainda vou seguir contando outros passeios e atrações (Vasa Museet, passeio de barco, bar de gelo da Absolut, etc.), mas só o que conhecemos no primeiro dia já valeria a viagem...

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