02/10/2008

Paris - mórbida

No nosso último dia na cidade, com vôo marcado para a metade da tarde e tudo mais, decidimos aproveitar a manhã para fazer alguns dos poucos passeios que não tínhamos feito ainda e que nos interessavam.

Saímos bem cedo do albergue, não sem antes comer o famoso croissantzinho dormido da máquina (de graça, até injeção na testa!), em direção à Bastilha.
Ainda não tínhamos estado lá durante o dia (as fotos eu usei num post específico sobre aquela parte da cidade).

Dali, seguimos para a Place des Vosges, considerada uma das mais bonitas da cidade. Todos os seus quatro lados são cercados por prédios exatamente iguais e o seu formato é o de um quadrado perfeito. Teria sido uma das primeiras planejadas na Europa.
Mais uma pernada e tanto e chegamos no Cemitério de Pére Lachaise, onde existe uma infinidade de celebridades enterradas. Poetas, escritores, atores, presidentes e até alguns artistas pop estão descansando (não tão em paz) naquele lugar. Há um mapa na entrada do cemitério com a indicação dos túmulos mais conhecidos, mas como não há folhetos, o jeito é tratar de memorizar de alguma maneira a localização dos pontos de interesse.

No nosso caso, tiramos uma foto com alta resolução do mapa e depois nos guiávamos pelo visor da máquina digital.
O objetivo principal era ir no túmulo do Jim Morrison, vocalista do Doors, e no de Allan Kardec, fundador do Espiritismo. O cemitério é enorme e num morro, portanto não tem como querer ver tudo. Como tínhamos pouco tempo, fomos direto aos nossos objetivos, mas mesmo assim pudemos passar por vários outros túmulos de gente conhecida, inclusive alguns compositores de música clássica.
Na volta do cemitério, nos dividimos. Eu e o Diego fomos para as Catacumbas de Paris e os outros foram fazer algumas compras de lembrancinhas na Champs-Elysées. Gostei da minha opção.

O passeio das Catacumbas, do qual tinha ouvido falar por amigos, é algo bem diferente do que se vê no resto da cidade.
As catacumbas são túneis subterrâneos antigamente utilizados para a inspeção e conservação de galerias de esgotos da cidade. Depois, passaram também a servir para a fiscalização das bases dos prédios maiores e do próprio metrô.

Mas o que motiva a ida de várias pessoas lá é o fato de que também passaram a ser utilizadas, a mais de 400 anos, como depósitos de ossários de antigos cemitérios da cidade.
Na medida em que Paris foi crescendo e o valor dos terrenos foi subindo, alguns cemitérios foram extintos e os ossos que ainda estavam lá foram guardados nessas galerias subetrrâneas. São centenas de milhares de esqueletos humanos, organizados muitas vezes em uns desenhos e arranjos meio malucos.
A coisa é bem claustrofóbica e deve-se ter cuidado para não cair (já que o chão é úmido em vários pontos) ou bater a cabeça, principalmente nas passagens de um ambiente para o outro. São cerca de 2km abertos aos turistas, sob o bairro de Montparnasse, na margem sul do rio.

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