11/06/2011

Atenas - ao redor do Parlamento

Nosso sábado em Atenas começou cedo. Tomamos café olhando a cidade de cima, com a Acrópole ao fundo, e por volta das 9hs da manhã já estávamos com o pé na rua.

A primeira parada foi logo ali, na Praça Syntagma (Πλατεία Συντάγματος), que quer dizer “Praça da Constituição”. A maior atração é a troca da guarda, que ocorre a cada hora cheia, bem em frente ao Túmulo do Soldado Desconhecido.

Como ocorre na maioria dos países que se envolveram em alguma grande guerra, o corpo de um soldado morto em batalha, cuja identidade verdadeira não tenha sido possível determinar, é enterrado num altar monumento como símbolo de todos os soldados que morreram em defesa dos interesses nacionais. Normalmente, esse tipo de monumento é visitado pelos Chefes de Estado nas trocas de governo ou nas recepções a Chefes de Estado de outros países.

No caso do túmulo do soldado desconhecido em Atenas, que fica bem abaixo do Prédio do Parlamento, um pouco acima da estação de metrô, há permanentemente dois soldados com uniformes tradicionais da infantaria de montanha, datados de meados do século XIX, que compõem a Guarda Presidencial, fazendo a vigia do local.

De hora em hora, eles abandonam os seus postos (umas “casinhas” parecidas com as dos soldados britânicos) e, com a baioneta no ombro, fazem um elaborado ritual de cerca de 5 minutos para deixar o lugar para os próximos dois soldados, que são conduzidos por um superior.

À primeira vista, parece até meio ridículo, porque o uniforme é composto por uma saia e umas sapatilhas com umas coisinhas que mais parecem um pompom na ponta. Cada passada da marcha é feita elevando-se o pé o mais alto possível, com uma paradinha. Mas em alguns segundos percebe-se a seriedade com a qual tudo é feito e como deve ser honroso para cada militar estar fazendo aquilo – afinal eles são um dos cartões postais do país.

Vista a troca da guarda, passamos mais perto do prédio do Parlamento. Até o século XIX, esse era o Palácio Real da Grécia, no período que se sucedeu à independência do país em relação ao Império Otomano. Hoje, no entanto, o país é republicano parlamentarista e o local funciona como lugar de encontro dos 300 deputados gregos.
Até onde soube, não há visitação interna e por isso não há muito o que fazer além de tirar algumas fotos da fachada.

Bem ao lado do Parlamento, ficam os Jardins Nacionais da Grécia, um parque de mais de 15 hectares cujo projeto foi encomendado pela Rainha Amália, no período monárquico do século XIX.
Além de servir como lugar de descanso e para caminhadas e corridas, os jardins têm como atração mais de 500 espécies de plantas importadas de outros países e continentes, inclusive algumas brasileiras. Aqui e ali também há algumas estátuas, alguns exemplares de ruínas de templos gregos antigos e umas partes em que são mantidas algumas aves e cabras da montanha.
O parque é todo cercado, mas há portões de ambos os lados. Cruzando ele todo e saindo do lado oposto ao portão mais próximo do Parlamento, dá-se de cara com o Palácio Presidencial grego – nada muito melhor do que uma mansão de rico comum.

O lugar, todo cercado por vigilantes, até parecia que estava aguardando alguma ameaça terrorista. Ficamos até com receio de caminhar muito perto da entrada, ainda mais porque não passava uma viva alma por ali, além dos próprios guardas.

Um comentário:

Jorge Renato disse...

Oi, André.
Como vai? Muito bacana o seu blog. Quero falar com você sobre uma parceria em um site de mochiileiros.
Entre em contato comigo: jorge @ invitebrazil . com

Abracos,
Jorge