13/06/2011

Atenas - Olímpíadas e Zeus Olímpico

O primeiro lugar em que comeamos a ver um pouco mais de burburinho de turistas ficava logo abaixo, no fim da rua que passa em frente ao Palácio Presidencial.

Lá, onde também terminam os Jardins Nacionais, está o Estádio Olímpico de Panathinaikos, usado como sede das primeiras Olimpíadas da Era Moderna, em 1896.

O estádio é surpreendentemente pequeno e não tem, como nos estádios atuais, um campo que possa ser usado para jogos de equipe no centro. Possui estrutura, apenas, para provas de atletismo (salto em distância, salto em altura, salto com vara, pista de corrida, etc.).

O que chama a atenção na estrutura é que ela é toda feita em mármore branco, reproduzindo e restaurando um estádio semelhante que havia no mesmo local no período Clássico da Grécia antiga. Um pouquinho de pesquisa sobre o lugar mostra que já era utilizado como lugar de cerimônias olímpicas há mais de 300 anos antes de Cristo e que foi reconstruído várias vezes, até 140 DC, pelos romanos.

Nas Olimpíadas de 2004, novamente disputadas em Atenas, o mesmo local foi sede das provas de arco e flecha.

Ao redor do estádio, existem algumas esculturas modernas representando esportes olímpicos, além de estátuas dos patrocinadores das primeiras Olimpíadas modernas.
Não muito longe dali, fica o Zappeion, um centro de convenções ainda utilizado em mostras culturais que funcionou como portal de recepção das primeiras Olimpíadas, em 1896. Nas Olimpíadas de 1906, também disputadas na cidade, o lugar, que possui alguns prédios anexos, foi usado como Vila Olímpica.
Hoje em dia, além do centro de convenções, há alguns cafés e restaurantes ao redor – inclusive foi num deles que experimentamos nosso primeiro café grego (um café feito com bastante açúcar, quase um melado, em que a borra fica no fundo da xícara, misturada a esse “melado” batido). Por ser o mais pedido pela população, e não só pelos turistas, é mais barato que um expresso.

Os jardins cheios de chafarizes na frente do Zappeion servem de caminho até a entrada de uma área protegida em que estão as ruínas do Templo de Zeus Olímpico (ou Júpiter Olímpico, para os romanos).

Nesse lugar, é preciso pagar cerca de 5 euros para poder entrar e se ganha um mapa explicativo sobre as ruínas.
Um dos restos mais interessantes é o portal de Adriano (acima), pelo qual os peregrinos ingressavam na área considerada uma das mais sagradas da antiguidade para venerar os deuses, vindo do centro da cidade.

Outro, o principal do lugar, é o próprio Templo de Zeus, do qual só restam algumas colunas tombadas no chão e, em pé, não mais do que umas vinte delas.
Esse foi o maior templo de toda a Grécia, mas só foi concluído no período do Império Romano, quando a Grécia era apenas uma província.
Para quem lembra de aulas de história antiga e daquelas diferenças entre colunas dóricas, jônicas e coríntias, não é difícil ver que as colunas daquele templo são dessa última espécie:
As fotos não ficaram a melhor coisa do mundo, porque bem naquela hora começou uma chuvinha fina que demoraria quase uma hora para passar - felizmente a nossa única na primeira semana inteira de viagem.

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