23/06/2008

San Marino


San Marino é um país independente cercado pela Itália por todos os lados. É a mais antiga República do mundo, mantendo praticamente o mesmo sistema político desde o século XII, quando o resto da Europa ainda vivia sob monarquias.

O micro-país inteiro não tem mais do que 30 mil habitantes, regulando com Mônaco nesse quesito. Sua área, porém, é maior do que a do famoso Principado.

Como eu disse no tópico anterior, não há trens para chegar até lá. Deve-se descer na estação central de Rimini e tomar um ônibus "internacional" que sobe até a capital, a Cittá di San Marino. A passagem custa uns 6 euros, não lembro bem exatamente. São 24 km que o ônbus leva uns 45km para percorrer, em razão da maior parte do trajeto ser feita em áreas urbanas e em subidas.

Não há controle fronteiriço e, embora San Marino não seja membro da União Européia, também usa o Euro como moeda. Os telefones públicos são todos da TelecomItalia, sendo sobrada tarifa local para ligações para a Itália.

O país depende quase que integralmente da Itália, pois não tem indústrias e é muito pequeno para plantações de maior porte. Como forma de estimular o turismo, é uma zona franca de impostos, o que significa a presença de lojas vendendo tudo o que se encontraria num duty free de aeroporto. Interessante ver também que, lado a lado com perfumes, cosméticos e whiskies, vendem-se armas de todos os calibres. Boa parte da renda nacional provém da venda de selos e moedas nacionais (daí se imagina o "tamanho" da economia).

O território é quase todo ondulado, como se vê na foto abaixo, mas no centro dele fica o Monte Titano, em cujo topo está a capital San Marino.
O ônibus entre Rimini e San Marino entra no país pela cidadezinha de Serravalle e a última parada é em frente à porta de San Francisco, uma das entradas para a cidade histórica de San Marino (ver foto):A cidade, toda ela no alto do morro e cercada por muralhas de mais de 500 anos, não tem mais do que 4.500 habitantes.Os carros só chegam até uns estacionamentos públicos que existem do lado de fora das muralhas. Do lado de dentro dos muros, há uma sucessão de atrações locais a poucos metros uma da outra. Parece até que se está visitando um parque temático medieval. Tudo é pequenininho, limpinho e pertinho. O clima é bastante agradável e, embora estivesse movimentado, não havia tantos turistas a ponto de irritar, como em muitos lugares por que passei na Europa.

O ponto mais importante da cidade é a Piazza della Libertà, na qual fica a estátua da foto que abre esse post. Nessa mesma praça está o Palazzo della Independenza, onde fica a sede do governo local, que funciona como uma verdadeira democracia, com conselhos formados pelos moradores das cidadezinhas da República.

Um pouquinho mais abaixo da praça, fica o Mosteiro de Santa Clara, que é esse da foto.
Mais adiante, há um teleférico que serve de transporte para pedestres entre a capital e a parte baixa do país. Logo ao lado, existe uma entrada meio escondida que servia de quartel para cavaleiros que defendiam a cidade.

A parte mais interessante e bonita da cidadezinha, na minha opinião, é a seqüência de três torres de vigia voltadas para a parte baixa do país, na costa mais alta do monte Titano. A primeira das torres (La Rocca), essa da foto abaixo, é bem pertinho das demais partes da cidade.
As outras duas torres ficam um tanto mais longe. Para chegar perto, é preciso caminhar por calçadinhas estreitas construídas por sobre as muralhas da cidade, parecendo uma mini-muralha da China.Algumas horas são suficientes para conhecer as partes mais legais, mas vale bastante a pena gastar um dia inteiro lá. São poucos os lugares do mundo em que você pode praticamente "esgotar" um país, conhecendo quase tudo dele em tão pouco tempo. Além disso, é extremamente interessante entender como funciona um país tão pequeno e com uma história tão antiga (a fundação remonta ao século IV, quando São Marinho, vindo da Croácia - antiga Dalmácia - se refugiou junto com alguns seguidores no alto do monte Titano).

Não são muitos os brasileiros que vão até lá. Quando fui, não encontrei nenhum. Curiosamente, havia muitos russos visitando o país e muitos folhetos turísticos vêm escritos em russo, dando a entender que isso não era uma casualidade.

Aproveitei o dia para fazer minhas compras de presentes para namorada, mãe, irmã... Afinal, free shop ao ar livre não é em qualquer lugar que a gente encontra.

3 comentários:

Thiago Brasil disse...

Muito legal!!! Tô indo pra lá amanhã, obrigado pelas dicas!!!

Profissão Professor disse...

Já fui e achei incrível. Ao contrario do que falou, existem sim muitos brasileiros por lá. A maioria deles moram por lá, porém como você mesmo disse é uma república pequena e eles acabam indo trabalhar em Rimini. Dificilmente os encontrará fazendo passeios turísticos.

Unknown disse...

Impossível brasileiro morar lá.