25/06/2008

Roma - Chegada

Depois de uma segunda-feira inteira envolvida com o passeio a San Marino, cheguei de volta a Imola por volta das 21hs. Ainda na estação de trem, deixei comprado para a manhã seguinte uma passagem a Roma, com conexão em Bolgna, num Intercity.

Na terça de manhã, por volta das 7hs, já estava eu na estação aguardando minha partida. Levei só algumas coisas na mochila, o suficiente para 4 dias fora, deixando o resto na casa da minha prima.

A viagem até Roma levou mais de quatro horas e acabou sendo bem cansativa - isso me fez optar por um Eurostar na volta. O caminho é bem interessante e mostra algumas belas paisagens do interior da Toscana. Cidades medievais, campos de oliveiras, vinhedos e muitos túneis tornam legal ficar acompanhando tudo pela janela.

Minha chegada em Roma foi pela estação Roma-Termini, a mais importante de todas. Abaixo dela, fica também a estação de metrô em que se faz a conexão entre as 2 únicas linhas de metrô que funcionam na capital italiana.

No dia anterior, ainda em San Marino, tentei reservar por telefone alguns dos albergues que apareciam como recomendados no Lonely Planet, mas estavam todos lotados. Mesmo assim, decidi arriscar e cheguei em Roma sem ter onde dormir.

Procurei informações e me recomendaram ir até uma agenciazinha de turismo algumas quadras da estação, na Via Marghera. No LP também havia essa indicação. Lá, por uma taxa de 2 euros, fazem uma reserva para você em algum albergue ou B&B.

Àquelas horas, o que viesse já estaria bom, mas não imaginei que ia passar por um aperto tão grande. Reservaram para mim uma cama num Bed & Breakfast chamado "Friendship" (até hoje não sei se era Friendship Place ou Friendship Palace, por causa da pronúncia carregada de sotaque dos italianos e dos funcionários do lugar). O tal lugar ficava a 2 quadras dali, a duas quadras na Termini, na Via Milazzo.

Para chegar lá, me advertiram que não haveria ninguém na portaria e que eu precisava passar numa lavanderia ao lado, porque era período de lockout (das 12h às 14h). Chegando na dita lavanderia, com minha mochila e tudo, falei com um cara indiano que atendia no local, que chamou um gurizinho de uns 12 anos para me levar até onde eu dormiria. Depois eu descobri que eles (e todo o pessoal que lida com hotéis baratos e albergues naquela região da cidade) são de Bangladesh (uns indianos muçulmanos).

O gurizinho me levou a um prédio antigo ao lado, onde entramos e pegamos um elevador daqueles praticamente manuais, que tem que fechar a grade com as mãos e ele começa a subir com você vendo todo o interior do poço do elevador.

Quando cheguei no dito lugar, o gurizinho (que cheguei a suspeitar que estivesse me levando a algum lugar para me roubar) abriu a porta do B&B e me mostrou 2 opções de dormitórios, um mais feio que o outro. Pensei: putz!, estou num hotelzinho vagabundo para imigrantes ilegais! Um sujeito com nenhuma pinta de mochileiro deitado numa cama dormindo só reforçou essa sensação.

Bom, era barato (uns 14 euros), tinha café da manhã, banheiros com água quente e até uns lockers (meio de faz de conta, é verdade). Ninguém mandou não fazer reserva com antecedência.

O lugar era um andar inteiro de um prédio residencial, com chão de tabuão, bem antigo, em que duas salonas maiores, uma de cada lado, serviam como dormitórios. Na frente, havia ainda um quarto mais "privativo" para 4 pessoas. No meio, a recepção, com uma TV e sofás, e os banheiros.

Guardei parte das minhas coisas e me ajeitei para começar o passeio pela cidade. Era só para dormir mesmo, me consolei, embora um certo medo de deixar minhas coisas ali tenha me feito carregar quase tudo que eu tinha de valor comigo.

Era pouco mais de 14 horas. O dia perfeito lá fora e a previsão de chuva para o dia seguinte me fizeram colocar o pé na rua para tentar aproveitar ao máximo as atrações ao ar livre ainda nesse primeiro dia.

Um comentário:

Ricardo Pacheco disse...

Alguns comentários gerais sobre Roma:
1- Tem MUUUUITO brasileiro em Roma. No nosso albergue tinha um brasileiro que trabalhava lá e todo dia tinha brasileiro novo entrando no nosso quarto... em todos os pontos turísticos que fomos ouvimos português do Brasil. É impressionante!
2- Comer lá e muito tranquilo. Em qualquer restaurante achamos muita comida boa!!
3- Não sei se é porque era minha última cidade na viagem e estava bastante cansado, mas não achei a noite em Roma muito legal. Não encontramos bares animados e acabamos ficando só na cervinha básica com pizza ou massa.
4- Roma é história pra todo lado que se vá. Andar a pé é como passar por corredores de um museu com ruínas e igrejas pra todos os lados. Bem legal!
5- Adiciono às suas sugestões de lugares legais pra conhecer as catacumbas. Ficam um pouco afastadas da cidade, mas tem guias em portugues e é algo que eu nunca vi no Brasil.