12/06/2008

Ljubljana IV

Já era noite quando me dei por conta de que não tinha almoçado nada naquele dia e que sequer havia feito um lanche decente na tarde (barrinha de cereal não conta!). Assim que cheguei ao albergue, tratei de comprar uns negócios ali por perto, mas a única coisa que achei foram uns folheados meio doces, acho que de maçã, que não eram lá essas coisas, mas serviram ao propósito de matar a fome.

As coisas são, em geral, mas baratas na Eslovênia do que nos países da Europa Ocidental, mas são mais caras do que em países mais ao leste. Naquela época (setembro de 2006), já estava prevista a adoção do euro no ano seguinte, mas a moeda local, o tólar, ainda seguia em curso. Estava tudo fixado nas duas moedas (como no tempo da URV aqui no Brasil), mas as coisas eram pagas e o troco dado na moeda local.
O câmbio era extremamente irritante: algo como 320 tólares por real, o que tornava cada operação (em que os preços não vinham em euro) algo chato de se calcular.

Naquela noite, não saí. Comi o que comprei na rua na área de uso comum do albergue, mas não vi nenhum outro hóspede planejando algo para fazer na rua, senão até teria ido junto. Tirei o tempo de sobra para pôr ordem nas minhas coisas na internet (e-mail, orkut, etc.), aproveitando a conexão de graça - coisa que fazia tempo que eu não fazia.

Tomei um merecido banho e caí na cama, sem a intenção de levantar muito cedo, até porque minha ida para a Itália estava marcada para as 11h30.

Mesmo sem ter colocado alarme, acordei relativamente cedo. Tomei um café e deixei as coisas arrumadas, para dar mais uma volta pela cidade e depois só voltar para fazer o check out.

Estava tudo meio nublado e com neblina pela manhã, ao contrário do belo sol do dia anterior.

Pela manhã, pude sentir um pouco melhor como é a cidade. Tem muito mais jovens na rua do que velhos, aparentando ser uma cidade universitária. Talvez daí venha a fama que a cidade adquiriu nos últimos tempos de ser um lugar bom para fazer festa (embora eu não tenha visto nada na noite de quarta, no início de outubro, em que fiquei lá).

Caminhei em direção ao Park Tivoli, no oeste da cidade, mas as distâncias se mostraram maiores do que pareciam no mapa, por isso comecei a voltar em direção ao centro. Dei mais umas voltas por lá e, como já eram 10hs da manhã, decidi pegar minhas coisas no albergue.

Com a mochila, foi só caminhar os 15 minutos até a estação e esperar o trem. Para evitar lanchinhos caros, improvisei um almoço numa lancheria do outro lado da avenida em frente à estação que parecia um Burger King falsificado, mas consegui comer comida de verdade.

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