16/06/2008

Chegando em Imola

Imola é uma cidadezinha relativamente pequena, com cerca de 70 mil habitantes. Fica na província de Bologna, região da Emilia Romagna. No mapa abaixo dá para se localizar:

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O único motivo pelo qual essa cidade é conhecida fora da Itália é o fato de ela ser sede do autódromo Enzo e Dino Ferrari, onde se disputa o Grande Prêmio de San Marino de Fórmula 1. Para os brasileiros, ficou marcada por ter sido o lugar onde o Senna morreu (a famosa curva Tamburello).

Não haveria nenhum motivo especial para que eu fosse para lá a não ser porque é o lugar onde minha prima Carine foi morar depois que se casou com o Pablo, um argentino-italiano que trabalha lá. A filha dela, Luísa, é minha afilhada, e estaria de aniversário no dia seguinte à minha chegada.

Seguindo as instruções da minha prima e do pessoal da estação de Bologna Centrale, comprei um ticket do trem regional que ia até a estação de Imola. Depois de uma meia hora de viagem entre as duas cidades (e umas seis paradas no caminho), cheguei tranqüilamente no meu destino.

Liguei para a casa da minha prima, mas como ela estava trabalhando, só estava o tio e a tia, recém chegados de viagem, que também não sabiam me dizer como ir da estação até a casa dela.

Como tenho por princípio evitar ao máximo pegar táxi, fui caminhando e perguntando para pessoas por onde era a rua dela, e não demorou muito eu já estava em frente ao prédio. Cheguei a passar do lugar exato, mas como meus tios já estavam cuidando pela sacada do apartamento, viram que passei e mandaram a Luísa me avisar no caminho.

A sensação de chegar num lugar - por mais que seja completamente desconhecido - e encontrar gente da família, depois de semanas na estrada, é muito boa! Ainda mais quando se é esperado com um mate e com lanchinhos, num fim de tarde agradável.

Depois dos cumprimentos e abraços, colocamos um pouco da conversa em dia, primeiramente perguntando como tinha sido a viagem deles (primeira à Europa, aos 50 e poucos de vida). Não demorou muito e a minha prima chegou. O marido dela (que até hoje não conheço) havia viajado e, por isso, ficamos só entre conhecidos no apartamento, que era bem maior do que eu imaginava pelas fotos que ela mandava.

Algum tempinho depois, já ajeitei minhas coisas num canto e coloquei uma boa carga de roupas para lavar (fazia um bom tempo que isso não acontecia, heheh).


Depois de um banho, saímos todos para jantar num restaurante - chinês!!!, em plena Itália.

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