08/06/2008

Ljubljana I

Cheguei em Ljubljana (pronuncia-se "Liúbliâna") por volta das 14hs, sem ter nada reservado ou mesmo idéia do que faria na cidade. A única referência que eu tinha sobre o lugar eram algumas poucas páginas na Lonely Planet - Mediterranean Europe, o que não dava nem para o gasto.

A primeira impressão, como já se tornara costume nos países da antiga cortina de ferro, não foi boa, em razão da estação de trem não muito moderna, digamos assim (muito embora fosse melhorzinha que a de Praga e Bratislava).

Respirei fundo, peguei a mochila e desci. Tratei de encontrar logo um lugar de informações para turistas, que estava às moscas àquela hora. Havia apenas um cara atendendo. Pedi todos os mapas e folders de atrações disponíveis e perguntei se ele não tinha como conseguir um albergue para mim, por uma noite. O sujeito foi muito solícito e me mostrou umas duas ou três opções de hostel.

O único filiado à Hostelling International em Ljubljana não fica muito perto do centro - teria que pegar ônibus para cada passeio ou saída. Optei pelo Alibi Hostel, o mais central de todos. Foi, inclusive, o albergue mais central que já fiquei na minha vida - é no olho do furacão mesmo!

O cara das informações nem cobrou nada e ainda me deu umas dicas sobre o que ver na cidade nas 24hs que eu pretendia passar lá. Explicou também bem direitinho como chegar no albergue (umas 8 quadras da estação, nuns 15 minutos de caminhada).

Antes de sair, comprei a passagem para o dia seguinte. Decidi ir direto de Ljubljana a Bologna, cidade grande mais próxima de Imola, onde mora minha prima. Haveria apenas uma conexão em Veneza-Mestre e, chegando em Bologna, bastava pegar um trem regional. Liguei avisando minha prima e meus tios sobre a hora em que chegaria e saí em direção ao albergue.

A caminhada até o hostel revelou desde logo que a cidade era muito bonita e agradável. Pequena, tranqüila, não tinha tantos turistas como em todas as outras pelas quais passei naquela viagem. Da estação até lá, passei bem pelo centro - as "Três Pontes" em frente à Igreja Franciscana da Anunciação. O Alibi fica duas quadras abaixo, nas margens do rio Ljubljanica, meio escondido depois de um café com mesinhas na calçada.

A diária saiu 20 euros. O quarto, diferente de outros que já fiquei, era realmente enorme. Era como se fosse um casarão com assoalho de taboão, cheio de salas e quartos, sem portas separando uns dos outros (apenas cortinas), com beliches e lockers nos cantos e nas paredes. Não sei nem dizer para quantas pessoas era, mas a maioria das camas estava vazia.

Escolhi uma cama de baixo, perto de uma janela, joguei as coisas no locker e já estava pronto para aproveitar minhas horas na cidade. Fiquei empolgado e curioso pelo que vi no caminho e, como tinha passado o dia inteiro sentado num trem viajando, estava bem disposto para começar logo a "exploração" daquela cidade que para mim parecia tão exótica.

Nenhum comentário: