26/06/2008

Roma - Deslocamentos


Roma é uma metrópole de mais de 2,5 milhões de habitantes que tem sérios problemas, muitos deles parecidos com os de cidades de terceiro mundo.

Embora seja muito bem policiada na parte de dentro, a estação Roma Termini já dá uma boa idéia do que existe de problema na cidade. Ao redor dela, há uma grande concentração de pedintes e até mesmo de moradores de rua (à noite eu via gente dormindo coberta com jornais e papelão na calçada). A região também é cheia de batedores de carteira e de camelôs.

O trânsito, tanto ao lado da estação como em toda a cidade, é caótico. Faixa de pedestre significa muito pouco e é bastante comum carros ficarem trancando cruzamentos porque passaram o sinal já no amarelo ou no vermelho e encontraram o próximo trecho da rua congestionado. Os pedestres têm que ir zigue-zagueando por entre os carros parados nos congestionamentos (geralmente buzinando e com motoristas falando ao celular). O risco aumenta em razão da motocicletas, vespas e todos os tipos de veículos de duas rodas possíveis, que tentam quebrar as leis mais básicas da física para conseguir andar através dos congestionamentos.

Como quase não tem prédios, a cidade é bastante espalhada, sendo grandes as distâncias entre um ponto e outro (inclusive os de interesse turístico). Isso força a utilização de transporte público - e aí vem outro problema.

Apesar do tamanho, a cidade tem só 2 linhas de metrô funcionando. O cruzamento entre elas se dá na Roma Termini. O mapa mostra as demais estações.

Uma terceira linha de metrô está em construção, mas a cada relíquia da antigüidade que é encontrada nas obras de escavação, tudo pára para que arqueólogos venham e digam se o caminho pode continuar por ali ou não.

O sistema de metrô é de catracas, como nos demais países latinos em geral.. A passagem simples (um sentido, válida por 1 hora desde a passada na catraca) custa só 1 euro, se não me engano. Mesmo assim, como há muita gente pulando as catracas, a fiscalização é constante. Eu mesmo fui parado duas vezes enquanto estava lá, já nas plataformas de embarque dos trens, para que mostrasse se tinha passagem aos guardas.

No horário do rush, é praticamente impossível conseguir pegar o primeiro trem nas estações mais próximas da região central da cidade. Passa um, dois, três trens lotados até que se consiga entrar num deles, com muito aperto.

A ação dos pickpockets nesse tumulto todo leva muita gente a andar sempre abraçado com bolsas e mochilas na parte da frente do corpo.

Para quem só tinha andado, nos últimos dias, em metrôs como o de Viena, Praga e Munique, não deixa de ser um choque, mas logo a gente passa a encarar com mais naturalidade e vai perdendo a frescura com relação a tudo aquilo.

Apesar de tudo isso que falei, o metrô de Roma me proporcionou uma das sensações mais inesquecíveis de todas as viagens que já fiz: descer na estação Colosseo, vindo de Termini, e, inadvertidamente, já dar de cara com uma visão de ecnher todo o meu campo de visão assim que a luz do dia apareceu na saída da estação - o Coliseu.

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