27/07/2008

Decidi: vou dar um pulo na Suíça

Desde antes da minha viagem, a proximidade entre Milão e o sul da Suíça tinha me deixado com vontade de dar um pulinho do lado de lá da fronteira. Cheguei até mesmo a cogitar de reservar um albergue em Lugano para dormir a última noite antes do meu retorno ao Brasil, ao invés de ficar em Milão, que sinceramente nunca me atraiu muito.

Acabei deixando de lado o plano porque não consegui, pela internet, encontrar um albergue que ficasse próximo ao centro da cidade e que fosse barato. Como também não tinha muita noção do grau de facilidade/dificuldade de cruzar aquela fronteira e de voltar em tempo curto para pegar o avião em Malpensa, a idéia foi morrendo.

Quando cheguei em Milão, entretanto, tratei de me informar como era possível ir até Lugano e voltar logo em seguida. Descobri que existe um sistema integrado de trens regionais chamado Ti-Lo (abreviação de Ticino, cantão suíço em que fica Lugano, e Lombardia, a região italiana de Milão). Por cerca de 14 euros, podia ir em pouco mais de uma hora e voltar em cerca de uma hora e meia.

Não comprei nem reservei nada, deixando primeiro para ver se acharia alguma coisa que me agradasse em Milão para fazer.

Como dei aquela passada geral pelo centro da cidade, meu último dia serviria, em tese, apenas para fazer o passeio por dentro do San Siro e, quem sabe, visitar o convento onde fica a famosa pintura da Santa Ceia. Contudo, em tempos pós "Código da Vinci", essa última atração estava disputadíssima, falando-se em necessidade de reserva com 2 dias de antecedência.

Considerando isso tudo, decidi, no final daquele dia, que iria a Lugano no dia seguinte, antes do retorno ao Brasil.

À noite, quase desisti da idéia conversando com um pessoal que conheci no albergue. Um australiano contou que, vindo da Suíça, a polícia parou um brasileiro que estava no ônibus e mandou-o descer para "averiguações", fazendo-o interromper a viagem. Essa situação, pensei, poderia ser terrível em se tratando de horas antes de um vôo transcontinental.

Hesitei um pouco, mas acabei decidindo ir igual, certo de que nada daria errado.

Naquela noite, acabei conhecendo bastante gente no albergue, inclusive um pessoal de tudo quanto era canto da Itália que estava fazendo um curso de (adivinha?!) moda em Milão, que "adotou" os estrangeiros como eu, o australiano e um texano que estavam por ali. Compartilharam a janta que estavam fazendo e até nos deram um pouco dos vinhos que tinham, cada um de sua região. Viramos meio que "atração" para a italianada, e a conversa na cozinha se estendeu até altas horas.

Na manhã seguinte, tomei meu banho e deixei tudo ajeitado para a viagem ao Brasil no final do dia. Coloquei o essencial para 2 dias na mochilinha pequena e fechei todo o resto no mochilão, que deixei depositado no guarda-volumes que o albergue oferecia gratuitamente aos hóspedes mesmo após o check out.

Decidido, saí e peguei o metrô até a estação Porta Garibaldi, de onde saíam os trens com destino à Suíça. Cheguei à conclusão de que Milão era mais para quem queria fazer compras do que para fazer turismo e me fui para umas horas em Lugano.

4 comentários:

sueli disse...

adorei suas ideias,estou indo á Milão e vou seguir suas dicas

Anônimo disse...

André gostaria de saber algum contato seu, pode ser email, msn, pois estou indo para Lugano em julho e queria muito algumas dicas e opiniões. Aguardo anciosamente um contato. Anote o meu email: danila_wr@hotmail.com

Anônimo disse...

André desculpe mais escrevi meu email errado, corrigindo: daniela_wr@hotmail.com

jefferson disse...

daniela assim que voltar me escreve pq em setembro vou pra milao e lugano.jcolibri2009@gmail.com