17/07/2008

Venezia - 1ª parte

Depois de três dias em Roma e um em Firenze, cheguei em Imola na noite de sexta-feira, já com a combinação de que iríamos todos juntos (minha prima, minha afilhada e meus tios) a Veneza no dia seguinte, cedo da manhã.

As passagens de trem já estavam compradas e por isso foi só descansar até o dia seguinte.

Em pouco mais de duas horas, já estávamos chegando na estação central de Veneza, chamada Santa Lucia. A sensação de estar chegando perto da cidade é muito legal. Há uma longa ponte ferroviária ligando Mestre, no continente, até a cidade propriamente dita.

A estação é pequena (não há mais para onde ampliá-la, pois ocupa toda uma parte de uma ilha relativamente grande) e por isso fica abarrotada de gente. Até os banheiros são pagos. Não há mapas de graça em nenhum quiosque turístico, por isso fiquei com o do meu guia mesmo.

Era mais ou menos 9 e pouco da manhã e teríamos até as 18hs para conhecer a cidade. O tempo não era dos melhores, mas de vez em quando até abria um pouquinho de sol. Fazia um dia relativamente frio, a temperatura mais baixa de todos os 34 dias que passei na Europa - cerca de 15°C - , mas nada de assustar.

Comemos um lanchinho na estação e começamos nosso passeio a pé pela cidade. A primeira cena, do lado de fora da estação, já impressiona: a água batendo na calçada, mansinha, mas com a impressão de que basta subir uns 5cm para inundar tudo.

O canal que passa na frente da estação é o mesmo que corta a cidade ao meio: o Canal Grande. À esquerda de quem sai da estação, fica a ponte Scalzi, uma das três pontes para pedestres que cortam o canal. À direita da estação, há um grande estacionamento, que serve de "fim da linha" para carros e ônibus.

Nosso objetivo, como o de 95% das pessoas que vem a Veneza por apenas um dia, era seguir para a região da Piazza di San Marco, mas sem um caminho pré-definido.

Não adianta tentar seguir as plaquinhas que indicam "Ponte do Rialto" ou "Piazza San Marco", porque a maioria é falsificada pelos lojistas, que querem que os turistas passem na frente de seus estabelecimentos antes de ir para a região mais importante da cidade. Com alguma experiência, consegue-se identificar quais são as plaquinhas verdadeiras, que indicam o caminho mais curto até lá.

Nosso objetivo, porém, não era ir o mais rápido possível, mas sim fazer um caminho descompromissado, passando por algumas igrejas indicadas nos mapas como importantes (impossível ver todas, porque há uma em cada "quadra", mais ou menos como em Roma).
A primeira com que demos de cara foi esta, que mais parece um templo grego. Procurei nos mapas e não consegui encontrar o nome. Mas não tinha nada de especial.À medida que fomos seguindo, fomos encontrando outras várias, algumas muito parecidas com as outras.Há várias lojas de máscaras típicas do Carnaval veneziano no caminho, bem como vitrines cheias dos famosos vidros de Murano.Na hora em que chegamos, a cidade ainda estava relativamente bastante calma. A maioria das lojas só começou a abrir depois das 10h30 e só sentimos o movimento começar a aumentar depois das 11hs. Ao contrário do que eu imaginava, porém, não chega a se tornar uma coisa quase insuportável a multidão de pessoas (a Ponte Carlos em Praga é uma experiência muito pior, nesse sentido). Como as ruelinhas, pontes e canais confundem as pessoas a caminho da Piazza de San Marco, e como as placas acabam levando-as para diferentes caminhos, não chega a haver uma concentração excessiva de gente num mesmo trecho.

Como fizemos todo o caminho com bastante calma, parando sempre que algo nos chamava a atenção, levamos cerca de 2 horas entre a saída da estação e a Ponte do Rialto, no Canal Grande, que proporciona a vista que se vê na foto abaixo.

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