24/07/2008

Milão - chegada sofrida

As quase três horas de viagem entre Imola (na verdade Bologna, porque fiz conexão) e Milano passaram mais rápido do que qualquer outra que fiz de trem pela Europa naquele mochilão. Talvez porque tenha conseguido dormir numa parte, coisa rara para mim.

A paisagem não empolga nem um pouco e talvez isso tenha contribuído para o sono. A região centro-norte da Itália é quase toda plana e não se passa perto de nada muito interessante.

Como a maioria dos trens que vêm do sul, o meu chegou na estação Centrale, a mais importante das várias de Milano. Construída no início do século, a estação tem um ar parisiense (como depois eu veria em vários outros aspectos da cidade). É meio apertada para os dias atuais, mas havia obras, possivelmente para alguma ampliação ou melhoria.

Segui meu ritual de cidade nova (procurar quiosques de informações turísticas, informação sobre o metrô) e em alguns minutos já estava procurando a entrada da estação do metrô, que fica embaixo da estação de trem.

Apesar de ser menor que Roma, Milão tem três linhas (bem mais extensas) de metrô.
A passagem simples estava custando, se não me engano, 1 euro. De acordo com as informações que consegui quando reservei uma cama no albergue La Cordata, bastava tomar o metrô até a estação Missouri e de lá seguir caminhando algumas quadras.

O metrô era muito limpo e moderno, um dos melhores que conheci naquela viagem. O problema foi o que aconteceu a seguir: a estação era muito, mas muito longe da Via Burigozzo, onde ficava o albergue. Para piorar as coisas, ainda saí para o lado errado (devo ter andado umas três quadras no sentido norte até perceber isso). Olhando no mapa, até que não é tanto, mas a questão toda é que eu estava com toda minha bagagem: mochilão carregado com uns 18kg atrás (fim de viagem, hehehe) e mochilinha menor na frente.

Andei, andei, andei e nada de encontrar a tal Via Burigozzo. Até parei e perguntei para dois guardas se estava certo o meu caminho, e eles me asseguraram que sim, faltavam apenas mais 2 quadras.

Quando finalmente cheguei no albergue, outro problema: ele ficava fechado do meio-dia às 14hs. É, o famoso "lockout" em prática... Solução: já que era meio-dia e não havia como ficar ali esperando mais de uma hora, sem comer nada, perguntei para alguém na rua onde ficavam as lanchonetes mais próximas e lá me fui, com mochilão, mochilinha e tudo mais até um McDonald's umas três quadras adiante.

Por sorte, consegui uma mesinha num canto, para deixar a mochila enquanto fazia o pedido no balcão. Talvez s culturas sejam diferentes, sei lá, mas quando voltei havia duas pessoas sentadas na minha mesa. Fiz sinal indicando que tinha deixado minha mochila guardando o lugar e eles me pediram desculpas, mas pediram para usar um pedaço da mesa.

Uma coisa interessante que observei naquele McDonalds foi o fato de que, ao contrário do que geralmente se vê, havia quase só pessoas de mais 50 anos de idade atendendo. Triste ou legal a iniciativa? Não sei. Achei diferente.

Bom, depois do menu especial do Mc italiano, voltei ao meu albergue, faltando ainda uns 10 minutos para abrir. Havia outra pessoa lá esperando também; uma mexicana que, como depois eu descobriria, também estava ali apenas para aguardar uma noite antes do vôo a partir do aeroporto de Malpensa.

Pontualmente às 14hs, chegou um cara para abrir a recepção do albergue. Explicou tudo muito direitinho, fez o check in e me mostrou o quarto. A impressão foi muito boa. Lugar muito limpo, seguro, novinho em folha, com senhas eletrônicas para acesso ao prédio e aos quartos. Combinei também de deixar a bagagem no dia seguinte em uma sala, após o check out, para não ter que carregá-la até a hora do meu vôo, que só saía à noite.

Pude escolher minha cama, pois não havia mais ninguém no quarto de seis pessoas. Tomei um banho, guardei a maior parte das coisas e me preparei para sair. Peguei um mapa melhorzinho na recepção e umas dicas do que ver na cidade. Como não tinha muito tempo, pus logo em seguida o pé na rua para começar o passeio.

2 comentários:

ve disse...

Mas, afinal, qual seria a estação mais próxima do albergue, Andre?

André Cella disse...

É a Missouri mesmo, mas não é perto como o albergue anuncia!
Abc