14/07/2008

Firenze II

Já era passado de meio-dia quando desci do Duomo, por iss tratei de achar algum lugar para comer. Não foi muito fácil encontrar algum lugar com comida de verdade a um preço acessível e que não estivesse atopetado de gente.

Meus planos para a tarde incluíam uma passada pela Ponte Vecchio e os dois mais importantes museus da cidade: a Galeria degli Uffizi e a Accademia - coisa que descobri ser impossível de fazer num dia como aquele.
Pois bem, comi e saí andando com um sorvetinho até a região da Piazza della Signoria, que é essa que aparece na foto acima. Ali, bem no meio dela, há uma estátua de Netuno (sensação de dejà vu, porque tem outra em Bologna!).
Num dos lados da praça, fica o Pallazzo Vecchio, que tem uma área aberta à visitação gratuita. Fui, mas me arrependi, porque não achei nada de muito interessante lá.

Num outro canto da praça, em direção ao rio, fica a Galeria degli Uffizi. Em frente a ela, uma estátua bem conhecida: o David de Michelangelo! Mas calma, ele não fica assim, ao ar livre - esta é apenas uma réplica do original, que está bem guardadinho dentro da Accademia.
Fui me informar a respeito do Uffizi e tive a trágica notícia de que a fila estava demorando mais ou menos 2 horas. Isso colocou por água abaixo os planos de visitar a Accademia também, porque disseram que o prazo de espera lá era semelhante. Meu trem sairia por volta das 18h30, por isso tinha que escolher apenas um dos museus.

Como a fila ia demorar mesmo, decidi então primeiro ver a Ponte Vecchio, enquanto ainda fazia um dia bonito, para depois voltar e esperar. Não me arrependi. As vistas ao redor da ponte são muito legais. Do lado de lá do rio, não há muito o que ver além do Palazzo Pitti, que tinha um monte de gente do lado de fora descansando do almoço para encarar uma das filas nas atrações da cidade em seguida.Satisfeito com a Ponte, vim para a fila e ali fiquei. Até arranjei uns americanos para conversar um pouco, li umas partes do meu guia que ainda não tinha lido e fiquei sabendo que o "point" para ver na Itália era Cinque Terre, que até então eu nunca tinha ouvido falar.

Quando finalmente chegou a minha vez, paguei o exorbitante preço da entrada e aí relaxei para olhar com calma o que havia por lá.

Não são permitidas fotografias, deve-se inclusive deixar a máquina na entrada, num lockerzinho, por isso não tenho nenhuma lá de dentro.

O que vi realmente valeu a pena. Quase tudo o que já se viu em cartõezinhos de presente ou livros de história a respeito do Renascentismo está por lá. Boticelli, Caravaggio, Giotto, Rafaello, Michelangelo, da Vinci, etc. O quadro mais concorrido parecia ser a Sagrada Familia (foi uma luta para eu conseguir chegar perto, de tanto chinês que tinha ao redor, ouvindo explicação do guia).

Havia uma exposição temporária dos desenhos e escritos do da Vinci que me prendeu mais um tempo ainda naquele museu. Devo ter ficado umas três horas lá, tanto que, na saída, até apertei o passo para não chegar muito em cima da hora na estação de trem, onde ainda tinha que pegar a bagagem antes de embarcar.

Um comentário:

lucianabcarneiro disse...

Estive em Florença dias 3,4 e 5 de outubro de 2008.Na Galeria degli Uffizi,vc sai da fila,entra direto no guichê e compra o ingresso com hora marcada para entrar sem fila para o mesmo dia.Eu cheguei às 11h e comprei pra entrar ás 13:30h.