09/07/2008

Vaticano - Musei Vaticani

Meu terceiro dia em Roma foi mais um belo dia de sol, ao contrário do segundo, em que tomei chuva esperando o Papa.

Tomei o humilde café da manhã servido no albergue e segui direto para o Vaticano, dessa vez para conhecer os "Museus Vaticanos". A abertura só ocorre depois das 9h30 da manhã, mas as filas são enormes, por isso é necessáro chegar cedo.

Fiquei bastante assustado com o grande número de pessoas que já havia na fila àquela hora. Era muito mais gente do que havia na manhã anterior, esperando para entrar na Praça de São Pedro para a audiência. Dobrava a "esquina" das muralhas externas da Cidade do Vaticano.

Devo ter esperado cerca de 2hs até conseguir entrar. Diz-se "os museus" porque são vários complexos, com temáticas e períodos diferentes, dentro da cidade do Vaticano. A entrada fica do lado norte da mini-cidade, a mais de 200m da entrada da praça e da Basílica.

A maioria das pessoas que vai até lá quer ir direto até a Capela Sistina, para ver o famoso teto pintado por Michelangelo - mas esta é justamente a última atração no passeio pelo labirinto de corredores que são os museus.

Tentei fazer as coisas com bastante calma. Em alguns dos setores, principalmente a pinacoteca com as obras de arte mais antigas (anteriores ao ano 1200) não havia quase ninguém. É proibido bater fotos nessas partes, porque as obras eram folheadas a ouro ou feitas em tecidos como tapetes, o que as torna mais sensíveis à luz.

A parte mais interessante são as galerias de esculturas gregas e romanas. Praticamente todos os imperadores de Roma estão lá, em ordem cronológica.

Um detalhe que chama a atenção (e é explicado nos guias) é o fato de que todas as estátuas clássicas de homens e mulheres nus receberam uma "folhinha de parreira" por cima, como que para censurar o que os padres não podiam ficar vendo. Dá para ver bem claramente que a "censura" foi feita de forma mais grosseira e com material diferente do usado nas estátuas.

Há uma parte com objetos do Antigo Egito e de outras civilizações, principalmente do Oriente Médio. Até algumas múmias estão por ali (bem menos conservadas que as do Louvre, diga-se de passagem).

Há uma extensa galeria dourada chamada de Galeria dos Mapas, cheia de mapas históricos do mundo antigo no teto e nas paredes. Depois dela, chega-se perto da Capela Sistina, com seu famoso teto.
O local estava insuportavelmente cheio quando cheguei lá, pouco antes do meio-dia. Não havia mais onde sentar para admirar o teto e pessoas se acotovelavam por todos os cantos. Cerca de 6 policiais ficavam controlando as coisas, mandando as pessoas fazerem silêncio (shhhh!!!) e brigando com quem tentava tirar alguma foto.

Essa minha foto acabou saindo num momento em que consegui um lugar para sentar, sem flash e com zoom, só para ter um registro. 

Na saída dos museus, antes de botar o pé para fora ainda dei uma descansada lá por dentro da Cidade do Vaticano, hora em que consegui ver alguma coisa além dos museus e da basílica: um pedaço dos seus jardins.

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