13/04/2008

Barcelona - parte III

BARRI GÒTIC

Barcelona tem bairros completamente diferentes entre si - talvez seja exatamente isso que torna a cidade tão interessante.

A parte mais antiga da cidade, correspondente ao centro histórico ainda preservado, é formada principalmente pelos bairros Gótico e do Raval, além do Porto Velho. Aquela Barcelona que se viu nas Olimpíadas é, na verdade, o retrato da Vila Olímpica, perto do Porto Olímpico, e de Montjuïc, onde fica o estádio olímpico e um forte do mesmo nome. Já a Barcelona dos grandes arquitetos, das grandes avenidas e das quadras milimetricamente projetadas está em L'Eixample.

A noite acontece principalmente na parte mais antiga da cidade, e foi exatamente para o Bairro Gótico que fomos logo na primeira noite. O estilo dos barzinhos lembra aquele que vimos em Madrid, com um pessoal bem à vontade, na maioria estudantes - só que em Barcelona parece que tem mais intercambistas do que locais.
As ruas, estreitas e escuras do Bairro Gótico (que serviram de cenário até mesmo para o filme "O Perfume") escondem muitos lugares para se sair. O movimento de mochileiros e intercambistas é intenso, a ponto de ser raro ver alguém falando catalão ou mesmo castelhano.

Como se entra de graça em quase todos, dá para fazer um autêntico pub crawl sem guia por ali.


L'EIXAMPLE


Depois da primeira noite em Barcelona, acordamos para o café da manhã coletivo do albergue e, em seguida, saímos para conhecer a parte de L'Eixample, seguindo um roteiro sugerido nos guias.


Pegamos um metrô na linha verde até a estação Passeig de Gracia e dali começamos a caminhar. As duas primeiras "casas" que se vêem de arquitetos famosos são a Casa Amatller, de Jose Puig i Cadafalch...

... e a Casa Batlló, de Antoni Gaudí, o mais famoso arquiteto da Catalunha...
A Casa Batlló, visualmente, é muito mais interessante do que as demais, até mesmo, na minha opinião, do que a Casa Milá, que é a mais conhecida. Há muito mais detalhes em cada pedacinho do lugar. Segundo informações do site, foi feita a partir de uma simples reforma de um prédio construído em 1875, durante os anos de 1904 a 1906. Hoje, é conhecida como a "casa dos ossos", por causa das formas utilizadas na fachada. Realmente, parece uma coisa meio flintstones, hehehe.

As "casas", na verdade, são prédios de apartamentos onde efetivamente morava gente. Hoje, tombadas pelo patrimônio histórico, servem apenas para visitação.


Poucas quadras adiante, pelo Passeig de Gracia, demos de cara com a esquina onde fica a imponente Casa Milá, ou simplesmente "La Pedrera", que é essa da foto.

Na hora em que chegamos ali, a visitação ainda não tinha começado. Não me lembro se só abria às 9hs ou às 9h30. Fato é que, em razão disso, decidimos dar uma volta nas quadras ao redor para matar tempo até a hora em que poderíamos entrar.

No caminho, passamos por muitos lugares que não têm nenhuma fama em especial, mas que fazem parte desse bairro todo projetado do Eixample.

Quando voltamos, já havia uma fila relativamente grande. Quando as bilheterias abriram, ela se desfez rapidinho e em seguida já estávamos dentro de La Pedrera.

Não tem como não visitar essa casa, pelo menos, até porque o mais interessante está lá em cima, no terraço:
Isso que se vê nas fotos são chaminés ao estilo do Gaudí. Por mais que se ache esquisito, não tem como não achar interessante.

Por dentro dos apartamentos, embora houvesse um montão de japonês tirando foto de tudo o que viam, confesso que não achei nada muito interessante. Até brincamos que a mobília que havia lá dentro era parecida com as que nossas avós têm em casa. O que vale é a fachada e o terraço mesmo.

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