14/04/2008

Barcelona - parte IV


"Barcelona és la capital de Catalunya, la comarca del Barcelonès i la província de Barcelona. La ciutat acull les seus de les institucions d'autogovern més importants de Catalunya: la Generalitat de Catalunya i el Parlament de Catalunya. És el nucli principal de la regió metropolitana de Barcelona, que aglutina 4.841.365 habitants. Amb una població de 1.605.602 habitants, Barcelona es la segona ciutat de l'Estat més poblada i la desena de la Unió Europea. L’àrea Metropolitana de Barcelona, integrada per 36 municipis, té una població de 3.161.081 habitants i una superfície de 633 km². Segons un estudi pel departament d'Afers Socials i Econòmics de la ONU de l'any 2005 situen a Barcelona en la posició 51 del rànking de les poblacions amb més nombre d'habitants del món."
Entendeu?
Mais ou menos, né...
Pois é, isso é catalão (català). É uma mistura de espanhol, português e até francês que, lendo, parece fácil. Escutando, se a pessoa fala devagar, também. O problema é falar.
O catalão é uma espécie de bastião da identidade da Catalunha, que se sente diferente do resto da Espanha. Não chega a ser uma vontade de independência tão forte quanto a dos bascos, que levou ao terrorismo do ETA, mas o sentimento nacionalista por lá é muito forte. O idioma é usado justamente para demonstrar que catalães não são espanhóis e que o idioma "espanhol" não existe, mas sim o castelhano. Quem já viu o filme "Albergue Espanhol", altamente recomendado antes ou depois de uma viagem a Barcelona, sente isso na parte em que um professor universitário descasca uma aluna intercambista que pede para ele dar aula em castelhano, e não em catalão.
Na prática, todo mundo sabe falar também o castelhano, embora poucos espanhóis que têm o castelhano como língua materna falem catalão.
Na cidade, porém, quase tudo aparece primeiro em catalão ou só em catalão (placas de trânsito, menus de restaurantes e lanchonetes, etc). No metrô, o sistema de som também é só na língua local.
Como sempre há muitos, mas muitos turistas mesmo, já há muita gente que fala inglês na cidade, bem mais do que na capital do país. A probabilidade de ver mais gente falando línguas estrangeiras do que as nacionais na cidade é bem grande, salvo se você for para lá passar um tempo levando uma vida mais normal, longe dos pontos turísticos.
Longe de ser um problema, essa babel de línguas que é a Europa é uma das coisas mais interessantes da experiência cultural de se estar por lá. Para mim, pelo menos, seria muito sem graça se tudo fosse tão fácil assim. Analisando bem, a gente percebe que quase sempre os únicos países que falam a mesma língua em todo seu território só são assim por que foram colonizados (EUA, Brasil, Argentina, Austrália, etc.), ou seja, porque não tem uma identidade histórica própria, coisa que na Europa se vê de sobra.

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