20/04/2008

Barcelona - parte XII

Na nossa última noite na cidade, tivemos a idéia de aproveitar ao máximo o nosso ticket de metrô, que expirava a validade à meia-noite: ir até alguns dos pontos turísticos mais famosos e tirar fotos nortunas. O plano era chegar na estação de metrô mais próxima do local, botar a cara para fora, tirar a foto e seguir para a próxima.

O primeiro lugar para onde fomos foi a Plaça d'Espanya.

Aí já começou a não dar muito certo o nosso plano, porque ficamos surpresos de ver o que estava para acontecer em frente ao Palau Nacional, que já estava todo iluminado e com holofotes por trás, formando como que um leque de luz no entorno do prédio.
Acabamos ficando mais de uma hora ali por perto, porque assim que chegamos o pessoal começou a se reunir ao redor das fontes d'água que existem na frente do palácio. Começou uma música alta, clássica, e as águas começaram a fazer movimentos ao ritmo da música. Um show de águas dançantes totalmente inesperado e também muito bonito.

A constatação dos dias anteriores cada vez mais se afirmava: sempre há o que ver em Barcelona.

Depois de um tempo ali naquela parte da cidade, já estava chegando perto das 23hs e ainda não tínhamos feito o que tínhamos planejado. Pegamos outro metrô e fomos até a Sagrada Familia.
É dificil tirar fotos boas à noite sem um tripé. A máquina digital, no modo de captação de luz para fotos noturnas, ou mesmo no automático, fica com o obturador aberto por muito mais tempo do que em condições normais de luz. Isso significa que demora mais para captar a imagem e, qualquer tremidinha, já causa um borrão na foto. O tripé serve justamente para dar estabilidade. Programa-se a máquina para disparar sozinha e, firme no chão, a foto sai boa. Coisas que só se aprende depois de ter errado várias...

À medida que a noite avança, os metrôs se tornam cada vez mais espaçados entre um e outro. Como já eram cerca de 23h30, decidimos parar por ali e ir até o Porto Olímpico para jantar e quem sabe esticar a noite.

Na tarde, na saída da praia, vimos de relance que havia vários restaurantes ali por perto. No dia anterior, também, tinham-nos dito que existiam dezenas de barzinhos ao redor do ancoradouro. Como era um lugar que ainda não tínhamos conhecido e era a última noite na cidade, foi para lá que fomos.

Primeiro, demos uma geral nos restaurantes. Como tudo na Europa, acaba sendo fácil escolher, pois os menus estão sempre do lado de fora do restaurante (com os preços, inclusive) e muitos lugares inclusive expõem modelos de pratos.

Acabamos escolhendo um que não ficava bem no cais, mas na avenida em frente ao porto. Pegamos uma seqüência com 6 tipos diferentes de frutos do mar por cerca de 10 euros. Mais barato do que se pagaria no Brasil para comer, numa só refeição, lula, lagostim, camarões, moluscos, peixe frito - tudo em porções bem satisfatórias.
Depois da janta, seguimos para os barzinhos ao redor do porto olímpico.

No meio do grande movimento que há por ali, passamos pela primeira experiência que poderia ter resultado em algo bem desagradável... Estávamos nós dois andando e de repente, do nada, dois gurizões com cara de árabes começaram a puxar conversa, viram que éramos brasileiros e começaram a falar o basicão: Ronaldo, Ronaldinho!! De repente, o menor deles passou a mão no bolso de trás da calça do Rafael e apertou o passo.

O Rafael se deu por conta, mas na hora ficou tranqüilo porque sempre estava com a carteira no bolso da frente da calça e com o passaporte, um cartão e a maior parte do dinheiro vivo no money belt. Só tinha um mapa e uns folders no bolso de trás.

O ladrãozinho, de tão descarado, deu meia-volta e voltou se desculpando por ter "levado por engano" o mapa do Rafael, e ainda devolveu... A gente só riu e disse na cara deles que era bem-feito por tentar roubar brasileiro, que nunca tem dinheiro!

Eis um pickpocket típico!!!

Mas, como eu disse, é muito fácil se prevenir desse tipo de coisa. Dificilmente alguém anda armado na Europa para assaltar. O que acontece em áreas turísticas é justamente isso: furto com destreza. Eles se valem da técnica para que não se perceba que estão levando alguma coisa sua. Por isso a importância de guardar coisas de valor por dentro da roupa, ou no mínimo no bolso da frente. Se estiver de mochila, vale até girá-la para a frente do corpo em lugares mais movimentados.

Bom, depois daquela, seguimos tranqüilos pelo barzinhos e lá pelas 2hs e pouco da manhã pegamos um táxi de volta ao albergue, já que não tínhamos mais ticket de transporte público e em razão da distância.


Um comentário:

Wesley Victhor disse...

André, li muitos posts no seu blog principalmente todos referente ao período que ficou em barcelona, estou planejando de ir pra lá no final de janeiro, gostaria de algumas dicas, estou um pouco inseguro por ir sozinho e não ter um inglês tão fluente, sou um pouco timido também e creio que pode influenciar na comuniação. tem um email para contato ?
por favor se puder: w.v.mendes.s@gmail.com

vlw (: