09/04/2008

Na Pacha

De Portinatx até Sant Antoni, levamos bem mais tempo do que normalmente seria necessário por causa do congestionamento desde que estávamos chegando perto de Sant Rafael. O Rafael não viu muita coisa, pegou no sono enquanto eu dirigia.

Chegamos no hotel por volta das 20hs e, depois de descansar um pouquinho, já estávamos nos arrumando para sair. Hoje não repetiríamos os erros das noites anteriores e o objetivo era um só: Pacha.

Pegamos o carro e a primeira coisa foi passar na locadora do carro acertar o pagamento do adicional para devolvê-lo diretamente no aeroporto. Fizemos as contas e descobrimos que sairia mais barato do que pegar um táxi até lá e mais rápido e confortável do que ir de ônibus. Além disso, provavelmente nem mesmo dormiríamos até a saída do avião no dia seguinte, às 10hs da manhã, para Barcelona.

Feito isso, passamos no posto de gasolina que existe numa rótula próxima ao hotel e compramos uma vodca de bolso, para já irmos preparados para um "esquenta" fora da boate. Entrar completamente sóbrio numa boate em Ibiza é garantia de prejuízo - ou de sobriedade permanente - , pois não há nada por menos de 8 euros para se beber lá dentro.

Chegamos cedo em Eivissa e fomos direto lá para a parte onde o movimento se concentra. Catamos um lugar para comer e nos pusemos a andejar por lá. Já sabíamos, pela noite anterior, que a melhor festa do dia seria na Pacha. Só confirmamos isso naquela noite.

Por volta das 2hs da madruga, comprei os ingressos antecipados (45 euros cada), para evitar pagar 60 euros se fôssemos direto na boate. Deu um frio na barriga quando vi escrito nos ingressos, logo depois de pagar por eles, enquanto esperava o troco, que eles só valiam até as 2hs. Perguntei para o cara que me vendeu (numa loja de CDs) se aquilo ali era levado a sério e ele me garantiu que não, que não haveria problema algum. Pareceu convincente.

Mesmo assim, fiquei com uma pulga atrás da orelha e não disse nada ao Rafael. Chegamos com o carro na frente da Pacha e achamos um lugar para estacionar (há um terreno baldio logo na frente cheio de espaço).

A essa hora, já estávamos fazendo uso da nossa vodca, misturando num refrizão. Oh, chinelagem!

Quando entramos na Pacha, fiquei mais aliviado e contei que os ingressos, a rigor, só valiam até as 2hs, embora já fosse cerca de 2h30. Vivendo perigosamente (e quase arriscando 90 euros!).

Naquela noite, estava acontecendo uma das closing parties, festas de despedida dos DJs que ocorrem nas última semana da alta temporada. Havia cartazes com a programação dos dias seguintes por todo canto.

Lá dentro, a casa já estava bem cheia, mas não lotada a ponto de se tornar difícil andar. O clima é realmente muito bom.

No palco da pista principal, de tanto em tanto há performers fazendo showzinhos, ao ritmo do techno.

Não me lembro bem quantos ambientes diferentes havia, mas eram vários. Alguns têm alguma ênfase mais latina, mas em todos é só eletrônica, principalmente house e trance.

Não entendo nada de música eletrônica, mas mesmo assim gostei muito. O lugar é um paraíso para quem é fã, porque lá chega primeiro muita coisa que na temporada seguinte se espalha para o resto do mundo. Dita-se moda e tendências ali, há várias décadas.

A boate é cheia de áreas para descansar, com sofazões, inclusive em áreas abertas no terraço. Há fontes d´água e em tudo que é canto uma mulher dançando num "queijinho" daqueles. Os seguranças não gostam que batam foto, por isso evite o flash!

Há até massagem para quem precisar, naquelas cadeiras especiais que hoje em dia se vêem em shoppings e aeroportos.
  • UM POUCO MAIS SOBRE O LUGAR
A Pacha está completando 40 anos e é uma das redes de casas noturnas mais famosas do mundo. Começou em Sitges, pertinho de Barcelona, mas a sua casa mais famosa é mesmo a de Ibiza, uma das poucas a ficar aberta o ano inteiro na ilha, inclusive no inverno. Hoje, há Pachas em São Paulo, Buenos Aires, Nova Iorque, Londres, Egito, Marrocos, Munique e em várias cidades espanholas, como Madrid e Valencia.

Chegou em Ibiza em 1973 e se consolidou como a mais importante da ilha. Não é a maior de todas (a Privilege ocupa esse posto), mas tem espaço para cerca de 3500 pessoas.

O estilo de música mais caracterítismo dela é o house, mas tudo que se fez lá ao longo dos últimos anos tem sido referência no resto do mundo. O estilo do prédio, para quem conhece, lembra o Ibiza de Atlântida (RS). Quem será que copiou quem? Os performers reconhecidos como os melhores desse mundo estão lá também, e tudo que é lugar tenta copiá-los.

Hoje a marca é grife de roupas e acessórios vendidos principalmente nas cidades onde tem sedes.

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