17/04/2008

Barcelona - parte VIII

MONTJUÏC

Mesmo com a saída na noite anterior, conseguimos levantar cedo no sábado. Descemos, tomamos o café e seguimos a pé até a estação Paral-lel, de onde se pega o funicular para subir até o Montjuïc.

Funicular é tipo um trem de um só vagão que, ao invés de andar na horizontal, sobe na diagonal ou até mesmo na vertical, por trilhos, geralmente puxado por cabos. Serve para chegar em lugares com grandes desníveis que não poderiam ser alcançados com metrô ou trem e que exigiriam muitos desvios para construir uma estrada. Não fica solto como os teleféricos e nem é sobe-desce como elevadores públicos. O valor da passagem está incluído no ticket do metrô, porque é considerado como transporte público e não como passeio turísticos.

A subida é rapidinha, não chega a 2 minutos. Do ponto onde chegamos, o caminho até o Castelo de Montjuïc é só subida e bem cansativo. O Rafael, que estava com imunidade baixa e numa crise de rinite, sentiu bastante. O percurso é todo através de jardins e, à medida que se sobe, uma vista da cidade vai aparecendo atrás.

O Castelo de Montjuïc era uma fortificação de defesa da cidade. Até hoje há canhões apontados para o mar. Hoje, existe um museu militar no local, que pode ser visitado.
Logo abaixo, fica o porto comercial moderno da cidade, um dos maiores da Europa.
Depois da visita, demos um tempo numa lanchonete que há ao lado da fortaleza. Dali uma meia hora, seguimos em frente, agora descendo para o outro lado do morro de Montjuïc, em direção ao Parque Olímpico.

No caminho até, passa-se pelo Museu de Miró, mas não quisemos entrar.

Chegando no Parque Olímpico, a decepção: o estádio estava em obras, inclusive com aquele relógio que era o seu principal enfeite todo coberto.

O estádio, por fora, impressiona bastante. Demos a volta e vimos que estava aberto. Sequer estavam cobrando alguma coisa para entrar, porque não tinha muito o que ver. O campo estava todo sem grama, com terra pura, cheio de restos das obras que estavam fazendo por lá.

Depois das Olimpíadas de 1992, ele vinha sendo usado por um clube de futebol, se não me engano o Espanyol.

Ao redor do estádio, quase todos os outros prédios ocupados pelos demais esportes de quadra coberta ainda existem. O lugar é grandioso, mas fica meio surreal vazio como estava. Por tudo, há uma seqüência de colunas, com espaçosos calçadões, que devem ter ficado fervilhando na época dos jogos.

Demos umas voltas pelo complexo e seguimos descendo pelo lado oposto do Montjuïc por onde chegamos, agora com destino ao Palau Nacional.

Cruzamos pelo Poble Espanyol, uma atração turística que reproduz casas e vilas típicas de todas as regiões da Espanha - não é um mini-mundo, mas sim uma mini-cidade com casas de tamanho real típicas de cada parte do país. Pensamos um pouco e achamos que não perderíamos muita coisa não entrando.

Mais um tanto de caminhada, descida abaixo, e chegamos na esplanada em frente ao Palau Nacional. Esse castelo era a sede da monarquia catalã, nos tempos do Principado da Catalunha. Hoje, abriga o Museu de Arte da Catalunha. Ele fica bem no meio do morro, por isso há várias seqüências de escadas rolantes para se chegar até lá.
Lá de cima, tem-se a vista completa da esplanada em frente, com a Plaça d'Espanya ao fundo, com 2 torres que também são um dos cartões postais da cidade.
Entre o palácio e a praça, existem vários antigos palacetes menores que foram transformados em grandes centros de convenções, exposições e feiras.

Nessa parte da cidade, e depois de já ter conhecido muita coisa no dia anterior, não tem como não dar razão aos que dizem que Barcelona supera muito Madrid em matéria de turismo. Os caras são muito profissionais nessa área. Tem de tudo para fazer qualquer evento na cidade. Sempre tem alguma coisa acontecendo para manter os turistas entretidos. Tem infra-estrutura, variedade de atrações, história, modernidade, tudo que é tipo de opção de lazer, praias, montanha, arquitetura, esporte, e só suspenderam agora há pouco as touradas por causa dos ativistas ambientais... Difícil alguém bater. Na minha opinião (não sei se já não falei em outro post) é a cidade mais legal da Europa!

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