05/04/2008

Primeiro dia na ilha

Na primeira manhã em Ibiza, acordamos tarde para tomar café e tivemos a grata surpresa de ver um café da manhã super mega completo. Afinal, estávamos num hotel - não num albergue. Vários tipos de frios, frutas, sucos, omeletes, cereais... nos esbaldamos.

Do lado de fora, para nossa decepção, chuva. Muita chuva. Demos um tempo ao tempo e desistimos, por ora. Voltamos para o quarto para dormir mais um pouco.

Já no início da tarde, voltamos para a área ao redor da piscina e ficamos observando a chuva, com a espectativa de que parasse logo, e foi o que ocorreu. Assim que o tempo firmou, pegamos nossas mochilas de passeio e botamos o pé na rua, com o objetivo de conhecer Sant Antoni.

À noite, não tínhamos visto muita coisa além de iates e veleiros ancorados na baía. Com o dia claro, a paisagem se revelou muito bonita. Quando chegamos à parte mais larga do final do calçadão, que é tipo uma praça à beira-mar, entramos pelas ruazinhas do centro de Sant Antoni e começamos a andar meio que sem rumo, vendo o que aparecia pelo caminho.

Logo de cara encontramos a igreja da cidade, bem do estilo Ibiza:

Ali perto, havia varias lojas com camisetas muito legais. Marcamos mais ou menos os lugares que mais tínhamos gostado e deixamos para comprar outro dia ou no final da tarde.
A cidade é pequeninha, não tem mais do que 20mil habitantes fixos e logo em seguida já estávamos na beira do mar. Demos umas voltas pelos molhes e acabamos passando na frente do Café del Mar.

Eu nunca tinha ouvido falar no tal do lugar, embora seja um dos mais famosos da ilha. O Café del Mar é aquele tipo de bar que se tenta imitar em Punta del Este. À beira mar, com uma decoração bem mediterrânea, tem uma vista espetacular do pôr-do-sol que o torna um dos points mais concorridos de Ibiza há mais de 30 anos. Mas, é bem como dizem: de perto não tem nada demais.

Nesse meio tempo, começamos a aventar a séria possibilidade de alugar um carro. Chegamos à conclusão de que não aproveitaríamos nem a metade do que tinha para ver se ficássemos dependendo de ônibus. Além de facilitar as saídas à noite, um carro possibilitaria conhecer as praias ao redor da ilha.

Eu, pão-duro, no início resisti e disse que primeiro queria ver quanto sairia a brincadeira. Combinamos de passar em locadoras na volta para o hotel, o que acabamos realmente fazendo.

Acabamos acertando numa locadora pertinho do hotel, que inclusive tinha sido recomendada ao Rafael pelo pessoal da portaria do hotel. Ligamos para lá e eles vieram nos buscar.

Fechamos com os caras a locação de um Grand Punto (um pouquinho maior que o Punto brasileiro, com interior igual ao do Stilo), por 72 euros por dia, mais 8 euros de taxa adicional para não ter que pagar a franquia do seguro em caso de sinistro (a franquia era de uns 700 euros).

Para alugar um carro lá, bastava ter cartão de crédito com limite suficiente para deixar uma caução pré-aprovada de 600 euros e carteira de motorista brasileira válida, com pelo menos 5 anos desde a primeira habilitação.

Essa se revelou uma das coisas mais acertadas que fizemos na viagem.

Assim que pegamos o carro, passamos num posto de gasolina e colocamos uns 20 euros. Combinamos de ir para Eivissa à noite, jantar e sair, mas antes, no final da tarde, já começaríamos a conhecer algumas das praias da ilha.

Começamos por Santa Eulària, no lado oposto a Sant Antoni. Depois de umas voltinhas na cidade e uma passeada na praia, seguimos para Es Canar. A essa altura, o tempo já estava começando a fechar novamente, com cara de tormenta. Já era tarde mesmo, e as nuvens contribuíram para que escurecesse ainda mais cedo - por isso até as fotos tiradas nessas praias saíram meio escuras.

De Es Canar, continuamos para Platja des Figueral, e aí decidimos voltar, porque já estava escuro demais. Foi só colocar o carro de volta na estrada que desabou um toró d'água. Chegamos a ter que quase parar para não correr nenhum risco. As estradinhas, embora sejam muito boas, são bem mais estreitas do que as que existem aqui no Brasil. Com exceção daquelas entre as sedes dos Municípios de Ibiza, as demais são tão estreitas que quando alguém vem no sentido oposto quase se tem que jogar o carro pro lado direito da pista.

Abaixo de temporal, pegamos um atalho para Sant Rafael e, de lá, retomamos a estrada para Sant Antoni, para retornar ao hotel.

Quando chegamos, já era noite e a chuva dava sinais de que diminuiria. Como ainda eram cerca de 20hs, faltava muito tempo até a hora de jantar, no ritmo espanhol.

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