05/04/2008

Primeira noite em Ibiza

Vindo do aeroporto, chegamos de ônibus numa avenida em Eivissa, onde ficava o ponto final daquele e o ponto inicial do ônibus para Sant Antoni. Ali pelo meio, havia tipo uma mini-estação rodoviária que vendia passagens para os ônibus que iam para outras cidades da ilha. Fiquei meio assustado quando vi que já estava fechado, mas logo em seguida me informaram que podia comprar diretamente com o motorista.

Voltei para o lado de fora, onde o Rafael estava com as mochilas esperando, e por ali ficamos. Havia um montão de gente também esperando e ficamos tranqüilos. Lá pelas tantas, resolvo ler melhor as placas e percebo que estávamos no ponto de outro destino e, mais, que o ônibus para Sant Antoni já estava chegando num ponto quase uma quadra adiante.

Corremos para lá e nos misturamos à multidão que já estava esperando também para entrar. Por pouco, não ficamos de pé no percurso. Devia ser umas 21h30 e ainda havia gente voltando da praia, inclusive um alemãozinho que tentava, com dificuldade, falar em espanhol que tinham roubado a camiseta e os chinelos dele e da irmã na praia para justificar porque estavam só de roupa de banho no ônibus, o que teoricamente era proibido.

O trajeto até Sant Antoni pareceu mais longo do que veríamos que realmente era nos dias seguintes. Com quase tudo em obras, os veículos iam bem devagarinho, numa fila indiana a cerca de 40km/h. Depois de uma meia hora (ou mais), descemos na rótula que tem uma escultura de um ovo gigante, na entrada da cidade.

Dali, tínhamos que nos virar para descobrir onde ficava nosso hotel, cujo endereço só dizia "Platja de Es Puet, s/n, Sant Antoni". Perguntamos numa lanchonete e ninguém sabia direito onde era o tal Hotel Osiris (não conseguimos encontrar nenhum albergue com vagas disponíveis para reservar!!!).

Seguimos andando mais adiante, na avenida que segue a Baía de Sant Antoni, porque pelo menos isso sabíamos que tínhamos que fazer, só não tínhamos certeza da altura em que o hotel ficava.

A fome bateu e paramos num Burger King que vimos pelo caminho, mais ou menos duas quadras depois da Es Paradis. Nessas horas de nervosismo por não encontrar o que se quer, a pior coisa é estar com fome!

Já mais tranqüilos, conseguimos a informação de onde ficava o hotel com um funcionário do Burger King e seguimos adiante. Foi uma pernada daquelas de detonar os ombros com a mochila toda carregada, mas finalmente chegamos.

O hotel ficava cerca de 1,8km de onde descemos do ônibus, mas com o peso da mochila, o fato de já ser noite e o cansaço, pareceu bem mais. Quando chegamos, tivemos uma recepção acolhedora do cara da portaria, que já estava preocupado por termos reservas pagas e ainda não termos chegado àquela hora. Sabia até nossos nomes de cor.

Ser mochileiro e ficar em albergue é bom, mas confesso que naquele dia dei graças a Deus por estarmos num hotel, com banheiro privativo e bastante espaço para tomar um banhão e descansar um pouco. Afinal, o dia tinha começado em Madrid, seguido com todo o passeio por Toledo e mais a viagem até ali.

Já recuperados, decidimos sair por volta das 12h30, para alguma das boates de Sant Antoni - a Eden ou a Es Paradis, ditas como as maiores.

Perguntamos algumas coisas para o senhor da portaria sobre ser seguro caminhar no calçadão da beira-mar àquela hora e na hora de voltar, no meio da madrugada. A resposta foi que só tínhamos que tomar cuidado com os ingleses bêbados!!! E que também não era bom deixar alguma coisa pessoal sozinha se, mesmo de dia, fôssemos entrar no mar... Ah, bom!!!

Brasileiros, ficamos só rindo das preocupações de Ibiza.

Banho tomado, gelzinho no cabelo, saímos pelo calçadão ao longo da baía. Logo adiante, já começamos a ver barzinhos onde se faz a prévia antes de ir para uma boate, lá pelas 3hs. A maioria deles tem entrada e saída tanto para a avenida como para o calçadão rente à areia. A entrada sempre é de graça e os preços dos drinks até que não eram tão assustadores quanto imaginávamos.

Ficamos um pouco num, depois fomos para outro, e nisso vimos do que o velho da portaria estava falando: a cada tantos metros, sempre a mesma cena de 2 amigos ingleses segurando um 3º, bêbado, que, mesmo caindo, xingava quem passava por perto ou queria arrumar briga com alguém.

A essa altura, já sabíamos que a melhor opção da noite era o Eden e, aos poucos, fomos indo para lá (já sabíamos onde era porque tínhamos passado por essa boate na chegada).

Lá perto, há mais bares ao redor. A Eden fica de frente para a Es Paradis e, à medida que chegava perto das três, o movimento aumentava. Ficamos só acompanhando de um bar com área externa ali ao lado.

Na hora em que achamos que já estava bom para entrar, perguntamos o preço do ingresso ao segurança e ele falou algo do tipo 40 ou 30 euros!!! Chineleamos: perguntamos se não tinha desconto para brasileiro... Ele conversou com uma mulher mais atrás e voltou dizendo: 15 euros! Hehehehe, quem tem boca vai a Roma!
Lá dentro, o festerê já estava grande. DJ tocando, dois ambientes bem grandões, pistas, "queijinhos" com performers, mas acho que 90% do pessoal era inglês ou irlandês e a maioria na faixa de uns 18 a 25.
A festa e o lugar, em si, não tinham nada de mais, mas também tem que dar um desconto por ser segunda-feira e por já ser setembro, fim de temporada. A Pacha e o pub crawl em Madrid foram melhores, de fato.

Por volta das 5hs da manhã, depois de curtir mais um tempo a festa, voltamos a pezito para o hotel, com o sol começando a raiar no horizonte e, é claro, muitos ingleses vomitando pelo caminho.

Um comentário:

Catarino disse...

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