06/04/2008

Perdidos na noite

A chuva que tinha caído pela manhã e no final da tarde finalmente dava sinais de que pararia. Depois de um banho no hotel, pegamos o carro e saímos com o objetivo de dar umas voltas em Eivissa, já com o tempo seco.

Aquele trajeto de 16km desde Sant Antoni já estava quase que decorado e parecia cada vez mais curto. Em alguns minutos, já estávamos na capital da ilha.

O primeiro desafio foi encontrar lugar para estacionar. O movimento todo, à noite, se concentra em ruazinhas bem estreitas da parte velha da cidade, logo abaixo do setor amuralhado que fica no alto de um morro (Dalt Vila), numa largura de três quadras adentro a partir do porto, e numa extensão de cerca de 1km. Para estacionar, não tem outro jeito senão deixar na avenida da beira da baía e seguir caminhando até o "fervo", algumas quadras adiante. O bom é que lá não tem flanelinha nem zona azul à noite (hehehe)!

Começamos dando uma geral no lugar, que já estava cheio de gente indo e vindo. Pelas ruelas, todas com trânsito de veículos proibido, vê-se uma seqüência sem fim de restaurantes, pizzarias, barzinhos, lojas de souvenirs, lojas de roupas, antiquários e boatezinhas menores. O assédio do pessoal oferecendo promoções nos restaurantes é intenso, maior do que o que tínhamos visto em Madrid.

O único brasileiro que vimos em toda a nossa permanência em Ibiza foi um cara que estava distribuindo flyers para festas e gritou alguma coisa para mim, do tipo "oh, gremista!", quando viu minha camiseta do Grêmio (aquela preta da Puma).

Ficamos umas boas duas horas andejando de canto em canto naquela parte da cidade, principalmente dando uma olhada em lojinhas ou parando de tanto em tanto para tomar alguma coisa num barzinho. Ali sim se vê o desfile de modinhas fashion que é Ibiza.

Conforme a parte que se anda, se percebe a concentração maior de determinado estilo de bar. Há algumas quadras que praticamente só têm bares gays, outras são mais alternativas ("estilo Bob Marley", se é que me entendem); as mais pop são mais no meio dessa parte da cidade e na frente da avenida à beira-mar.

É também nessa região que se fica sabendo qual será a melhor festa da noite. Tudo varia em função do DJ que está tocando em cada boate e do estilo da festa que vai ocorrer. Naquela terça-feira, todos eram quase unânimes em dizer que a festa do dia seria na Space e que, no dia seguinte, quarta, a Pacha iria bombar.

Já passava da meia-noite quando decidimos jantar. Eu já estava ficando até de mau humor, e era fome mesmo... Escolhemos um restaurantezinho com mesinhas no calçadão e pedimos uma pizza pequena e uma paella de frutos do mar. Quando os pratos chegaram, a pizza ficou de lado e nos atracamos na paella mesmo. Era um prato enorme, para umas 4 pessoas, por um preço em torno de 10 euros. Quem diria que comeríamos tão bem na Europa por esse valor, ainda mais no centro de Ibiza.

Depois da janta, já por volta da 1h30, decidimos dar uma volta de carro e passar na frente das boates perto de Eivissa (Pacha, El Divino e Space) para ver onde ficavam, coisa que até então não sabíamos. As duas primeiras foram fáceis de achar, mas estavam praticamente vazias. Chegamos à conclusão de que realmente o futuro era a Space mesmo.

Acertamos de ir lá dar uma olhada e, se fosse o caso de entrar, voltaríamos no centro comprar ingressos com desconto. Mas, aí, quem disse que encontramos a dita cuja da boate...

Seguimos para o lado certo, em direção a Platja d'en Bossa, mas lá erramos e fomos parar na frente do aeroporto. Demos mais umas voltas numas rótulas próximas e paramos lá perto das salinas que existem perto do aeroporto. Mais algumas voltas e finalmente achamos a entrada para Platja d'en Bossa, mas não encontramos a dita cuja da boate. Nisso já eram mais de 2hs da manhã.

Ficou um silêncio no carro, os dois meio brabos por não estarem encontrando o lugar, até que o Rafael sugeriu: "Tche, não quer ir embora?" E fomos.

Combinamos de chegar mais cedo em Eivissa e jantar um pouco mais cedo no dia seguinte, para ir na Pacha, que era realmente nosso objetivo. A verdade é que estávamos bem cansados mesmo. Combinamos também de fazer um passeio pelas praias bem cedo no dia seguinte, depois voltar e dormir um pouco, e só então sair.

Pegamos a estradinha para Sant Antoni, de volta, e apagamos na hora de dormir.

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