15/05/2008

Passeios em Praga: Josefov

Quase sem que se perceba, passa-se da Staré Město para o Josefov, o Bairro Judeu de Praga. Na foto acima, pode-se ver as torres da Igreja de Tyn ao fundo, a partir de uma rua desse outro bairro.
Na minha cabeça, eu imaginava que seria um lugar meio lúgubre, com ruas estreitas, cheio de becos e de cortiços antigos. Associava à idéia de bairro judeu a um gueto da 2ª Guerra. Não poderia estar mais errado.
O bairro é ainda mais bonito, nas ruas, que a Cidade Velha em si, com o benefício adicional de ser mais tranqüilo. A explicação que se dá para o fato de não ter sido destruído na segunda guerra é que os nazistas queriam fazer do bairro uma espécie de "museu de uma raça extinta".
A principal atração turística dessa parte da cidade é o Cemitério Judaico, e foi para lá que fomos em primeiro lugar.
Esse lugar sim é de dar arrepios. Não é nada convencional, como um cemitério em que os túmulos estão organizados em ruazinhas. São lápides colocadas de forma bem irregular, algumas caída umas sobre as outras, sem cimento no chão - só grama. Nada ali tem menos de 100 anos.
O muro que separa o cemitério da calçada ao lado da avenida mais movimentada do bairro é cheio de frestas, por onde se pde dar uma espiada lá para dentro. A entrada (foto da direita) fica numa ruazinha em formato de U, na parte de dentro do cemitério que, visto no mapa, de cima, tem um formato de feijão.
Depois do cemitério, tentamos seguir um roteirinho do guia da Folha para ir encontrando as sinagogas do bairro, que são as outras atrações mais importantes.
Não tem como não se perder nas ruas, que são todas irregulares e com muitos prédios parecidos. Os nomes delas também não facilitam muito (só olhando no mapa já assusta: Věžeňská, Haštalská, Krasnohórské, etc.).
Era sábado de manhã, e nessas andanças pelo bairro pudemos sentir um pouco mais como é a vida normal no centro histórico de Praga, já que não há, nessa parte, a mesma quantidade de turistas que algumas quadras dali.
Depois de um tempo, fomos encontrando uma a uma das sinagogas, todas relativamente pequenas, mas cheias de detalhes.
Tem uma que se chama Sinagoga Velha-Nova, porque foi reconstruída com estilos diferentes ao longo do tempo (acho que é essa branca acima). Uma outra (a da foto da direita) é a Sinagoga Espanhola, com esse nome por causa do estilo da fachada, que lembra construções do sul da Espanha.
Outra atração do bairro é o lugar onde nasceu o tcheco mais famoso de todos os tempos: Franz Kafka.
Nas ruazinhas em direção a Staré Město, na volta, encontramos também várias lojinhas com coisas para levar de lembrança (que eu nunca acabo comprando!) e lugares para fazer backups das fotos.

Um comentário:

Ricardo Pacheco disse...

Nunca tinha visitado sinagogas... bem legal!! Mas o melhor foi o cemitério... bem sinistro mesmo! Vale muito a pena!