31/05/2008

Má vontade em relação a Viena

Viena nunca esteve nos nossos planos, talvez daí a origem da nossa má vontade para com a cidade. Fato é que ela só foi incluída no nosso "roteiro" porque ficava no caminho entre Praga e Budapeste, de onde o Rafael retornaria para Milão, e de lá para o Brasil, e eu seguiria minha viagem sozinho, principalmente pela Itália - sem caminhos pré-definidos.

A inclusão de Viena, ainda assim, foi restrita: 1 noite só - coisa que não tínhamos feito em nenhuma outra parte da nossa viagem.

Com pouco mais de 24 horas para ver alguma coisa na cidade, não nos ativemos muito em nenhum ponto específico, deixando mais para "ver no que dava" à medida que passávamos pelos lugares. Com a questão da troca da passagem, ademais, perdemos um pouco mais de tempo com outra coisa que não o passeio. Há também o fator cansaço - já eram mais de 20 dias de mochilão sem grandes descansos.


Apesar de tudo isso, sinto que não erramos, porque acho que o tipo de turismo que se faz por lá não é muito do meu estilo. O que mais se vê são pessoas de mais idade admiradas com detalhes que os fazem lembrar dos filmes da Sissi, fazendo turismo "empacotado". Minha ignorância com relação à história do Império também não ajudou a me motivar em conhecer algo mais a fundo.


Alguns outros episódios nos deixaram meio de cara com a cidade, também.

Em primeiro lugar, a forma mal humorada e até meio estúpida com que as pessoas mais velhas tratam, ainda que estejamos comprando alguma coisa delas ou só pedindo uma informação.

Outro fato marcante foi quando saímos para jantar e para ver se havia alguma coisa na "vida noturna" da cidade, na região da Schwedenplatz. Além de só encontrarmos uns barzinhos meio vazios, quando paramos para pegar um sorvete fomos praticamente convidados a nos retirar, embora ainda estivéssemos comendo, porque já eram 22hs e tudo fecha naquela cidade a essa hora (nos guias turísticos há o aviso de que a maioria dos supermercados fecha às 18hs de sábado e geralmente não abrem domingo nem segunda de manhã).

A cidade parece ser ultra-conservadora - impressão que já existia pelo que eu já tinha lido sobre a Áustria e que só foi reforçada por ser época de eleições, situação em que a cidade estava tomada por santinhos e cartazes de uns candidatos de direita com uma cara de nazistas que vou te contar...

A única coisa que me surpreendeu positivamente e que fez valer a pena foi o castelo de Schönbrunn, que conhecemos na manhã seguinte, e do qual ainda vou falar.

Talvez numa outra viagem ainda volte lá para fazer as coisas que não fiz, como conhecer a casa do Freud, entrar no Belvedere, etc.

Um comentário:

Rodrigo Purisch disse...

André,

Muito interessante seu blog! Vou assinar o rss e assim que tiver um tempo ler o os posts com mais tempo.

Quando fui a Praga senti uma certa duresa no tratamento também. Acho que os anos de baixo da repressão comunista pode ter endurecido um pouco esses países. Agora é que eles estão aprendeno o tal de qualidade no atendimento.

Um abraço